DEMOCRACIA

Dados do TSE revelam cenário atual das mulheres na política potiguar

As mulheres são 53% do eleitorado do RN, contra 47% dos homens. E, apesar de continuarem sub-representadas nos espaços políticos e de poder, as mulheres potiguares continuam a alcançar recordes na política brasileira. É o que mostra a série histórica do TSE de 2022. Os dados revelam algo que faz parte de história política do Estado.

Com um surpreendente pioneirismo das mulheres potiguares na política, a governadora Fátima Bezerra foi reeleita com a maior votação para o cargo da história do RN, superando sua própria marca em 2018, e se tornando a 1ª mulher reeleita governadora em primeiro turno no Estado.

Na Assembleia Legislativa do RN, a partir de 2023, de um total de 24 cadeiras, as mulheres serão 20,8% do parlamento estadual. Apesar de parecer baixa a representatividade, é a maior bancada feminina registrada da história, segundo o Memorial da Assembleia Legislativa.

As três mulheres que já integravam a ALRN foram reeleitas – Cristiane Dantas, Eudiane Macedo e Isolda Dantas – e duas eleitas pela primeira vez – Divaneide Basílio e Terezinha Maia. O maior número de mulheres no legislativo estadual antes da eleição de 2022 havia sido de quatro parlamentares simultaneamente: nas eleições de 1998, 2002 e 2006.

O estado também continua com apenas uma representante – Zenaide Maia – entre os três potiguares no Senado Federal e outra – Natália Bonavides – entre os oito deputados federais. Mas Natália Bonavides, a deputada mais jovem, foi reeleita como a mais votada do Rio Grande do Norte.

No âmbito municipal, das 167 cidades do Rio Grande do Norte, 37 são administradas por mulheres, o equivalente a 22% dos municípios potiguares. São elas: Alexandria – Jeane Ferreira; Almino Afonso – Jessica Amorim; Areia Branca – Iraneide Rebouças; Baía Formosa- Camila Melo; Baraúna – Divanize Oliveira; Caiçara do Rio do Vento – Ceiça; Carnaubais – Mareineide Diniz; Coronel João Pessoa – Fátima de Pachica; Extremoz – Jussara Sales; Fernando Pedroza- Sandra Jaqueline; Frutuoso Gomes – Janda Jácome; Goianinha – Nira; Grossos- Cinthia Sonale; Ielmo Marinho – Rossane de Germano; Jandaíra- Marina Dias; Japi- Simone Silva; Lagoa de Velhos- Sonyara; Lucrécia- Ceição Duarte; Major Sales – Maria Elce;Martins – Mazé; Messias Targino – Shirley;Olho d’Água do Borges- Maria Helena;Paraná – Josiene Gomes; Paraú – Maria Olímpia; Pau dos Ferros – Marianna Almeida; Pedro Velho – Dejinha;Rafael Godeiro – Keke; Tibau – Lidiane;Santana do Matos- Alice de Assis; São Vicente – Jane; Serra de São Bento – Wanessa Morais; Serrinha dos Pintos – Bárbara Teixeira; Sítio Novo – Andrezza Brasil; Taboleiro Grande – Tarcinha; Tenente Ananias – Larissa; Triunfo Potiguar – Darkinha Irmã de Neto; Vila Flor- Thuanne Souza.

Ainda segue distante a ideia de paridade de gênero nas Câmaras Municipais norte-riograndeses. De acordo com o TSE, em 17 cidades nenhuma mulher exerce o cargo de vereador. Em outras 38, apenas uma tem mandato legislativo. No entanto, é a maior participação de mulheres de todo o Brasil, aponta um levantamento do IBGE. De 1.607 vagas de vereadores no RN, 350 são ocupadas por mulheres, o que corresponde a 21,8% dos assentos de todos os parlamentos municipais do Estado. Na capital potiguar, dos 29 vereadores: 7 são mulheres (24,1%) e 22 homens (75,9%).

Os dados revelam algo que faz parte de nossa história política, com o pioneirismo das mulheres do RN. Mas poderiam ser melhores. As mulheres são maioria, tanto no RN, como no país, no entanto são minoria em todos os parlamentos (municipal, estadual e no Congresso Nacional).

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