Natália Bonavides leva Leningrado para COP 27, no Egito, e critica falta de ônibus na comunidade
Natal, RN 26 de mai 2024

Natália Bonavides leva Leningrado para COP 27, no Egito, e critica falta de ônibus na comunidade

17 de novembro de 2022
3min
Natália Bonavides leva Leningrado para COP 27, no Egito, e critica falta de ônibus na comunidade

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A deputada federal Natália Bonavides (PT-RN) participou nesta quinta-feira (17) de um debate sobre mobilidade urbana e sustentabilidade na COP 27, conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) realizada no Egito. Nas discussões, a deputada defendeu o transporte público como um direito, e lembrou do Leningrado, comunidade localizada no bairro Planalto (zona Oeste de Natal) em que, segundo ela, moradores têm “direitos negados”.

Na mesa intitulada “Mobilidade Sustentável e Inclusiva: Como boas práticas locais podem influenciar boas ações do governo federal”, Bonavides criticou a forma como o transporte público é “tratado como mercadoria”, e citou a comunidade da zona Oeste. O Leningrado é um conjunto habitacional fundado após reivindicação de famílias sem-teto do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB).

“[O Leningrado] é um conjunto habitacional que foi entregue àqueles moradores sem nenhum aparelho social. Não tinha nada. Tinha as casas e nada. Não tinha uma parada de ônibus, não tinha creche, não tinha escola, não tinha unidade de saúde. E qual era o problema número um posto por esses habitantes que não tinham nenhum aparelho social?”, questionou a parlamentar. 

“Era o transporte. Mas é óbvio, porque o transporte, além de ser por si um direito, ele permite a materialização de outros. Então aquela mãe ali não tinha nada, mas ela pensava: ‘se ao menos eu tivesse um ônibus eu conseguia chegar para acessar outros direitos que também estão negados’”, discursou.

O evento do qual Bonavides participou foi organizado pelo Brazil Climate Action Hub, grupo criado por organizações da sociedade civil que discute ações climáticas. Na sua fala, ela criticou o que considerou a lógica do lucro sobre o direito.

“Essa é a dimensão de como o transporte é para ser considerado um direito, e como é grave o fato de que seja tratado como mercadoria. A gente tem nessa lógica que se a prioridade é o lucro e a acumulação, e a prestação de serviço está em segundo plano, na maioria dos centros urbanos brasileiros não existe essa conjuntura de poderes públicos que consigam impor o cumprimento das regulações postas, o que a gente tem é uma situação que é perversa para a classe trabalhadora”, sentenciou.

A deputada é um dos nomes da comitiva potiguar no evento, ao lado, dentre outros, da governadora Fátima Bezerra (PT) e do senador Jean Paul Prates (PT). Sua participação acontece por meio de convite do Instituto Alziras.

Nesta sexta (18), mais um painel está no radar da deputada. Na mesa chamada de “Atuação Parlamentar em Perdas e Danos – Perspectivas do GlobalSul”, será discutido o papel de lideranças do legislativo na agenda climática, tanto em relação a proposições legislativas, quanto à fiscalização do Poder Executivo.

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