Empresário golpista preso em Brasília recebeu R$ 700 mil em contratos com penitenciária de Mossoró
Natal, RN 22 de abr 2024

Empresário golpista preso em Brasília recebeu R$ 700 mil em contratos com penitenciária de Mossoró

11 de janeiro de 2023
2min
Empresário golpista preso em Brasília recebeu R$ 700 mil em contratos com penitenciária de Mossoró

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Entre os golpistas presos pelas ações terroristas em Brasília (DF) no domingo (8), está um empresário que já firmou dois contratos com a Penitenciária Federal de Mossoró. Jamildo Bomfim de Jesus, 60, é dono da Edithal Locação de Mão de Obras Eireli, que, desde 2014, recebeu R$ 24 milhões em contratos com o governo federal. Com a penitenciária mossoroense, foram R$ 700 mil.

Jesus aparece na lista de 670 presos que foi divulgada pela Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal (Seap-DF) nesta quarta-feira (11).

De acordo com o Portal da Transparência, a Edithal possui 40 contratos firmados com diferentes órgãos do governo federal, sendo dois com a Penitenciária Federal de Mossoró. O primeiro foi firmado em junho de 2021 com vigência de um ano, sob valor de R$ 108.919,01. 

O segundo contrato, prestes a acabar, foi mais caro: R$ 591.695,07, e se encerra nesta quinta (12) após dois anos. Em ambos, o trabalho foi para o asseio, conservação e higienização das áreas verdes do local. 

Além da penitenciária potiguar, o empresário ainda tem em vigência contratos com os presídios de Campo Grande (MS) e Catanduvas (PR), que se encerram em fevereiro e março, respectivamente.

Os últimos contratos assinados pela Edithal foram ainda em 2021, sem novos acordos em 2022 e 2023. Ao longo do governo Bolsonaro, foram 11 assinaturas, somando cerca de R$ 2 milhões, todas com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

A Edithal, empresa da qual Jamildo é administrador, foi fundada em agosto de 2009 com capital social de R$ 400 mil. Os serviços variam entre terceirização de mão de obra para limpeza, organização e jardinagem.

A maioria dos contratos (16) são com o Ministério da Justiça, para prestação de serviço em penitenciárias e superintendências da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Com a Economia e Saúde, foram quatro contratos cada; três com a Educação; três com o Meio Ambiente, e mais dois com a Infraestrutura e Agricultura, cada. Trabalho, Advocacia-Geral da União, Desenvolvimento Regional, Comunicações, Ciência e Tecnologia e Defesa possuem mais um, cada.

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