Mais de 230 mil pessoas saíram da pobreza no RN em 2022
Natal, RN 19 de jun 2024

Mais de 230 mil pessoas saíram da pobreza no RN em 2022

26 de maio de 2023
Mais de 230 mil pessoas saíram da pobreza no RN em 2022

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Cerca de 231 mil pessoas saíram da linha da pobreza no Rio Grande do Norte no último ano, aponta um levantamento realizado pelo Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN).

De acordo com a publicação, a pobreza no RN teve uma queda de 6,9%, passando de 1,88 milhão de pessoas nesta condição em 2021, para 1,65 milhão em 2022. Os programas de transferência de renda foram parte fundamental desta queda, segundo os pesquisadores responsáveis. 

A extrema pobreza no Estado também diminuiu em 5,5%, indo de 541.538 para 346.623 potiguares. Assim, 194.915 pessoas saíram deste quadro, mostram os números obtidos a partir da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua).

Apesar disto, o Rio Grande do Norte ainda possui uma taxa de pobreza de 46,2%, um valor acima da média nacional que é de 33%. O RN aparece em 14ª na lista geral entre os Estados. 

Brasil

O diretor-presidente do Instituto Jones dos Santos Neves, o pesquisador e doutor em Geografia Pablo Lira, ressaltou que a pesquisa mostra que a taxa de pobreza brasileira reduziu de 38,2% para 33,0% entre 2021 e 2022. 

“É preciso salientar que a taxa de 2021 foi a mais elevada dos últimos dez anos. A taxa de pobreza alcançada em 2022 retornou a um patamar próximo ao observado em 2020, que era de 32,7%”, diz.

Com isso, 10,47 milhões de pessoas saíram da linha da pobreza no Brasil no último ano. No entanto, o número de pobres no país ainda é elevado, chegando a pouco mais de 70 milhões de indivíduos.

A pesquisa mostra ainda que o número de brasileiros vivendo na extrema pobreza também diminuiu, recuando de 20,03 milhões em 2021, para 13,72 milhões de indivíduos vivendo em condições de miséria em 2022. Cerca de 6,3 milhões de pessoas saíram da extrema pobreza. A taxa de extrema pobreza foi de 6,4% neste último ano.

Pablo Lira afirma também que, em 2014, a taxa de miséria alcançou 5,5%, o menor nível da série histórica. Já em 2021, a taxa atingiu o maior patamar dos últimos dez anos, chegando a 9,4% da população brasileira. 

“A taxa de miséria brasileira mais recente é superior aos valores constatados em países como México (3,1%), por exemplo, segundo as estatísticas do Banco Mundial”, pontua.

Depois dos picos históricos registrados em 2021, as taxas de pobreza e extrema pobreza reduziram em 2022, quando ocorreu a expansão de Programas de Transferência Condicionada de Renda (PTCR). Além disso, foi observada uma melhoria no mercado de trabalho. Esses são alguns dos principais fatores que podem explicar o recuo da pobreza e miséria no País.

“Em 2022, ano eleitoral, o Governo Federal buscava implementar o Auxílio Brasil no valor de R$ 400. Esse valor foi elevado para R$ 600 pela atuação do Congresso Nacional, o que contribuiu para diminuir a vulnerabilidade social. Ademais, vários governos estaduais e municipais expandiram os programas de transferência de renda ao longo dos últimos anos”, detalha Lira.

O pesquisador explica que, nos últimos anos, o país retornou ao mapa da fome e a questão histórica da miséria voltou a atormentar a vida dos brasileiros. 

“É fato que a pobreza e a extrema pobreza reduziram em 2022. Entretanto, ainda há um longo caminho para a reconstrução e a reestruturação de políticas públicas de assistência social efetivas e com caráter de Estado, que perpassem governos. Nesse sentido, será possível consolidar uma tendência de diminuição desses problemas”, argumenta.

Segundo ele, a expectativa é que a diminuição das taxas de pobreza continuem em queda.

“Considerando os recentes aprimoramentos proporcionados pela retomada do programa Bolsa Família, bem como levando em conta os efeitos do Benefício Assistencial à Pessoa com Deficiência (BPC-LOAS) e de outras políticas públicas de assistência social nas escalas Federal, Estadual e municipal, a pobreza e a extrema pobreza provavelmente seguirão em tendência de redução em 2023. Uma boa notícia para os brasileiros que acreditam em um País mais próspero, menos desigual e com mais justiça social”.

O Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), responsável pelo levantamento, é uma autarquia vinculada à Secretaria de Economia e Planejamento (SEP) do Governo do Espírito Santo.

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