Ministra das Mulheres vem ao RN em campanhas contra misoginia e feminicídio
Natal, RN 13 de abr 2024

Ministra das Mulheres vem ao RN em campanhas contra misoginia e feminicídio

2 de maio de 2023
3min
Ministra das Mulheres vem ao RN em campanhas contra misoginia e feminicídio

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A ministra das Mulheres do governo Lula, Cida Gonçalves, vem ao Rio Grande do Norte nesta quarta-feira (3) para participar de ao menos dois eventos em Natal, organizados pelo governo do Estado e pela Assembleia Legislativa. 

Pela manhã, às 10h, Cida estará no Ato sobre a Marcha Nacional contra a Misoginia realizado na Escola de Governo, no Centro Administrativo. O evento será promovido pelo Ministério das Mulheres, em parceria com o Governo do Estado, através da Secretaria de Estado das Mulheres, da Juventude, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos (SEMJIDH). 

Lá, além de Gonçalves, estarão presentes também a governadora Fátima Bezerra e a Secretária da SEMJIDH, Olga Aguiar. 

O Rio Grande do Norte é o primeiro Estado do nordeste a receber esse evento, que passará por todos os estados do país. O objetivo principal da marcha é reunir os poderes públicos, movimentos sociais e sociedade civil para debater sobre a violência contra a mulher e fortalecer políticas públicas contra a misoginia.

O Ministério das Mulheres, de acordo com a ministra Cida Gonçalves, dará prioridade à implementação dos serviços especializados que foram anunciados pelo governo federal no último mês. Entre eles, está a construção, em todos os estados da federação, das Casas Brasileiras — cuja promessa é de construção de 40 unidades no país —, Centros de Referência, além de se fazer cumprir a lei em relação a ter, em cada estado, delegacias de mulheres funcionando 24 horas.

Já pela tarde, às 15h, Gonçalves participará de uma audiência pública e conclusão da campanha de combate ao feminicídio na Assembleia Legislativa do RN, à convite da Casa e da presidente da Frente Parlamentar da Mulher, deputada Divaneide Basílio (PT).

A campanha “Feminicídio tem que acabar” foi iniciada em março com peças em vídeos apresentados na televisão, artes nas redes sociais e spot nas rádios.

Os materiais de divulgação contêm o número 180, o disque-denúncia da violência contra a mulher. O material publicitário também inclui os sinais de alertas sobre os perigos de uma relação com traços de podem evoluir a um feminicídio: ciúmes e controle excessivos; humilhações; agressões verbais e físicas; abusos físicos e psicológicos e o último, atentado à vida da mulher.

No Brasil, a cada quatro horas, uma mulher é vítima de violência, de acordo com a 3ª edição do boletim “Elas Vivem: dados que não se calam”, lançado pela Rede de Observatórios da Segurança, que registrou 2.423 casos de violência contra a mulher em 2022, sendo que 495 deles foram feminicídios. Além disso, em 2022, 16 mulheres foram assassinadas no Rio Grande do Norte pelo simples fato de terem nascido mulher, de acordo com dados da Polícia Civil.

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