Geoparque Seridó deve promover riqueza e turismo respeitando a biodiversidade, defendem especialistas
Natal, RN 17 de abr 2024

Geoparque Seridó deve promover riqueza e turismo respeitando a biodiversidade, defendem especialistas

15 de junho de 2023
Geoparque Seridó deve promover riqueza e turismo respeitando a biodiversidade, defendem especialistas

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A UFRN recebe nesta quinta-feira (15) e sexta (16) o Seminário Potiguar de Geodiversidade. A abertura, realizada pela manhã, debateu a geodiversidade nos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU) e também os pilares para a promoção da sustentabilidade.

Hoje, o Rio Grande do Norte possui um dos três geoparques reconhecidos no Brasil pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco). Segundo Orildo Lima e Silva, presidente da Associação Profissional de Geólogos do RN, o Seridó e a região de Currais Novos têm uma longa tradição na mineração. O geoparque potiguar dá possibilidade, para ele, de se pensar no desenvolvimento da região de modo menos danoso ao meio ambiente.

“Com a crise da mineração, isso foi sentido na região. Então, a entrada do Geoparque abre portas para se olhar o Seridó e o território do Geoparque com outros olhos focando no desenvolvimento sustentável da região trazendo o turismo e o geoturismo com grande força, fomentando novas pousadas, novos restaurantes, que vão criar oportunidades para a população da região”, destacou.

Presidenta do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-RN), Ana Adalgisa ressaltou que, durante a elaboração da agenda de desenvolvimento para o RN, a entidade se debruçou para pensar como explorar a área de modo sustentável. A culinária foi um dos meios apresentados. 

“Nós precisamos explorar a parte geológica, que é natural do próprio parque, mas também as potencialidades de desenvolvimento econômico sustentável da região e levar riqueza. Por que não transformar num grande polo de ecoturismo, mas também com gastronomia, com o desenvolvimento sustentável?!”, defendeu.

Em sua palestra sobre a agenda da ONU, o professor Marcos Antonio Leite do Nascimento exibiu uma pesquisa que mostrou que o envolvimento da comunidade local e a ligação com o Geoparque contribuem com o desenvolvimento sustentável, principalmente na dimensão ambiental, mas também na econômica e social.

Professor Marcos Antonio Leite do Nascimento

Um dos objetivos, de acordo com ele, é desenvolver boas práticas no território para a implementação de comunidades sustentáveis. Isso se dará por meio da criação de oportunidades educativas e econômicas apoiadas no trabalho em rede, ou seja, coletivo, e nas parcerias que promovem a conservação ambiental.

Já a geocientista Marília Cristina Diaz comentou sobre as estratégias para geoconservação do local, que incluem cinco etapas: inventário, quantificação, conservação, valorização e divulgação e o monitoramento. 

“À medida que o Geoparque vai sendo visto, ele vai sendo visitado, vai ganhando repercussão, e pode ser que as visitas venham a degradar esse local que é importante e tem um valor alto. É preciso fazer um monitoramento para que aquele local inventariado e de relevância vai ser conservado e aquilo não vai se perder”, considerou.

Turismólogo e professor da UFRN em Currais Novos, Marcelo Taveira destacou que o geoturismo e a biodiversidade devem caminhar lado a lado. 

“O que nós queremos é conservar, proteger para essa geração e para as futuras, e pautar as condições de trabalho, qualidade de vida e dignidade”, disse.

O 3º Seminário Potiguar de Geodiversidade tem o patrocínio da UFRN/PROEX, AGERN, CREA-RN e MÚTUA-RN. O encontro conta com o apoio do Geoparque Seridó, da Unesco, do Centro Acadêmico de Geologia (Cagern) da UFRN e da GEOLogus Jr.

A programação e outras informações estão disponíveis no site do evento.

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