Servidores do RN protestam contra proposta de reajuste só para 2025
Natal, RN 24 de mai 2024

Servidores do RN protestam contra proposta de reajuste só para 2025

9 de abril de 2024
4min
Servidores do RN protestam contra proposta de reajuste só para 2025

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Um conjunto de sindicatos realizou um ato unificado na manhã desta terça-feira (9) em frente à Governadoria. Os trabalhadores criticam a proposta de reposição salarial do governo somente para 2025, sem nenhum aumento neste ano.

A atividade faz parte da agenda do Fórum Estadual dos Servidores e é capitaneada principalmente pelo Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do RN (Sindsaúde), que chega ao sexto dia de greve.

Segundo o Sindsaúde, o governo Fátima Bezerra (PT) não respeitou a data base da saúde de março e anunciou uma proposta de recomposição salarial para todos os servidores, condicionando a reposição ao aumento na arrecadação da receita para o ano que vem. O sindicato disse nas redes sociais que é uma “proposta descabida”.

Coordenadora do Sindsaúde, Rosália Fernandes afirmou que o ato busca mostrar ao governo a insatisfação dos trabalhadores.

“A categoria não aceita zero de reajuste, principalmente o conjunto dos servidores que é quem sustenta e leva esse estado nas costas, enquanto que outros setores foram beneficiados, como a própria governadora, os secretários, os deputados, desembargadores, os juízes, procuradores, auditores fiscais”, diz.

Por volta do meio-dia, o ato ainda acontecia e uma comissão se reunia com Adriano Gadelha, Secretário Extraordinário de Governo e Relações Institucionais.

“Tem uma comissão lá em cima [no prédio da Governadoria] falando com Adriano Gadelha, que nos recebeu, mas para repetir a mesma coisa que o governo vem repetindo, que é reposição zero”, critica Fernandes.

Além da reposição salarial, os servidores da saúde também reivindicam a convocação do cadastro de reserva, um novo concurso público e também denunciam o desabastecimento de insumos e medicamentos nos hospitais estaduais, além da sobrecarga de trabalho e do déficit de profissionais.

Eles exibiram até uma “árvore do desabastecimento dos hospitais”, elencando itens que estariam em falta, como seringa, coletor de urina, suporte de soro, fraldas, sabão, dentre outros.

Outros sindicatos como Sinsp (servidores da Administração Direta), Sinai (Administração Indireta), Bancários e a Central Sindical e Popular Conlutas (CSP-Conlutas) estiveram presentes.

Em memória dos mortos e desaparecidos pela ditadura

No mês que marca 60 anos do golpe de 1964, os servidores também têm relembrado a luta dos potiguares mortos e desaparecidos pela ditadura. Em um varal sob a tenda dos trabalhadores na Governadoria estão fotografias e biografias das vítimas do regime militar estampadas.

Anatália de Souza Alves de Melo, Édson Neves, Quaresma, Emmanuel Bezerra dos santos, Geraldo Magela Fernandes Torres da Costa, Hiram de Lima Pereira, José Silton Pinheiro, Lígia Maria Salgado Nóbrega, Luíz Ignácio Maranhão Filho, Luís Pinheiro, Virgílio Gomes da Silva, Zoé Lucas de Brito e ainda Djalma Maranhão (morto no exílio decorrente da ditadura) e Glênio Sá (pós-ditadura em circunstâncias suspeitas) são alguns dos potiguares lembrados. Eles foram perseguidos, presos, sequestrados, torturados e assassinados pela ditadura que o Brasil viveu por 21 anos após 1964.

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