Turismo: alta estação injeta R$ 1,7 bilhão na economia do RN
Natal, RN 22 de mai 2024

Turismo: alta estação injeta R$ 1,7 bilhão na economia do RN

6 de abril de 2024
5min
Turismo: alta estação injeta R$ 1,7 bilhão na economia do RN

Ajude o Portal Saiba Mais a continuar produzindo jornalismo independente! Apoie com qualquer valor e faça parte dessa iniciativa.

Quero Apoiar

Apesar do primeiro boletim mensal da FecomercioSP\IBGE mostrar que o turismo do RN teve a maior queda de faturamento entre os estados do Brasil em janeiro, o saldo final da alta estação foi de R$ 1,7 bilhões injetados na economia potiguar, segundo levantamento da Emprotur (Empresa Potiguar de Promoção Turística).

O faturamento de janeiro, conforme os dados da FecomercioSP\IBGE, foi de R$ 116 milhões, um valor 5,3% menor que o mesmo período do ano passado.

Em nota, a Emprotur comenta que o rendimento de janeiro abaixo “pode ser atribuído, em parte, à característica de termos uma das diárias médias dos meios de hospedagem mais baratas do Nordeste”. Além disso, “mercados internacionais importantes, como o argentino, nosso principal país emissor, em crise econômica, impactou o fluxo de turistas em diversos destinos do Brasil”.

A Emprotur informou que faz monitoramento contínuo do fluxo de passageiros e do gasto médio do turista, e que o setor de inteligência e a base de dados do Sistema de Inteligência Turística (Sírio) já havia indicado uma redução para o mês de janeiro.

No entanto, é reconfortante observar que os meses de dezembro e fevereiro registraram desempenhos superiores aos anos anteriores. No balanço final da alta estação, os turistas contribuíram significativamente, deixando um montante de R$ 1,7 bilhão na economia potiguar nos meses de dezembro, janeiro e fevereiro”, destaca a nota.

No panorama geral, o faturamento do turismo brasileiro em janeiro foi de R$ 17,3 bilhões, o que representa um crescimento de 2,4% em relação a janeiro de 2023. Segundo o boletim da FecomercioSP, um dos fatores que mais contribuiu para o crescimento no início do ano foi a inflação, que atingiu 9,4%, mais que o dobro do aumento geral de preços no país, o que resultou no encarecimento, principalmente, do transporte aéreo e dos serviços de hospedagem.

Dos oito segmentos analisados na pesquisa, seis apontaram saldo positivo, com destaque para o grupo de locação de meios de transportes, ao crescer 16,5% em relação ao mesmo período em 2023, somando um faturamento de R$ 2,2 bilhões. 

Puxados pela inflação, os transportes aéreos e o alojamento foram responsáveis pela maior parte do faturamento do setor, R$ 4,7 bilhões e 2,44 bilhões, respectivamente [tabela 2]. As atividades culturais e o transporte aquaviário não somaram faturamentos tão expressivos, mas cresceram 5% e 5,5%, respectivamente. Apesar desse aumento nos preços, o período de alta temporada ajudou os setores a registrarem bons resultados neste início de ano.

Por outro lado, a demanda continua caindo para o transporte rodoviário de passageiros. Pelo nono mês consecutivo, o setor registrou queda, mesmo com o menor impacto da inflação. Em janeiro, registrou pior resultado entre os demais setores, ao cair 13,7%. As agências de viagens também sentiram uma queda, mas menos acentuada, (-0,7%).

Em geral, a FecomercioSP esperava um aumento moderado, visto que o Turismo cresceu impressionantes 22,7% em 2023, ano de recuperação. Ainda assim, está crescendo ainda mais em 2024.

TURISMO REGIONAL

Na análise por região, 20 das 27 unidades federativas registraram crescimento do faturamento em janeiro, na comparação anual. Dentre elas, as que apresentaram as maiores variações do mês foram Acre (22,7%), Rondônia (8,9%), Amazonas (8,7%) e Distrito Federal (7,2%). Já as que que mais faturaram foram São Paulo (R$ 4,41 bilhões), Rio de Janeiro (R$ 1,25 bilhões), Minas Gerais (R$ 1,17 bilhão) e Santa Catarina (R$ 868 milhões).

Apesar de o estado de São Paulo liderar a lista dos maiores faturamentos, vem registrando variação negativa desde julho de 2023, impulsionado pela queda na demanda no transporte rodoviário. Também apontaram resultados negativos: Rio Grande do Norte, Goiás, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Bahia e Rio Grande do Sul.

Veja a lista completa do quanto os estados faturaram com turismo no primeiro mês do ano (em R$ mil):

Nordeste

Maranhão: R$ 88.562 (+1,1%)

Piauí: R$ 53.719 (+4,4%)

Paraíba: R$ 94.546 (+5,4%)

Ceará: R$ 321.177 (+3,9%)

Pernambuco: R$ 387.020 (+0,3%)

Alagoas: R$ 127.303 (+3,6%)

Sergipe: R$ 57.043 (+4,5%)

Bahia: R$ 583.280 (-1,3%)

Norte

Acre: R$ 12.677 (+22,7%)

Rondônia: R$ 21.947 (+8,9%)

Roraima: R$ 16.060 (+1,5%)

Amapá: R$ 11.706 (+2,1%)

Tocantins: R$ 18.709 (-1,7%)

Amazonas: R$ 129.043 (+8,7%)

Pará: R$ 112.428 (+2,4%)

Sudeste

Minas Gerais: R$ 1.168.502 (+3,2%)

Espírito Santo: R$ 234.562 (+2,8%)

São Paulo: R$ 4.409.880 (-0,3%)

Rio de Janeiro: R$ 1.249.915 (+1,7%)

Sul

Paraná: R$ 753.263 (+6,5%)

Santa Catarina: R$ 867.629 (+6,2%)

Rio Grande do Sul: R$ 737.304 (-0,4%)

Centro Oeste

Mato Grosso do Sul: R$ 146.530 (-1,4%)

Mato Grosso: R$ 243.866 (+2,8%)

Goiás: R$ 337.400 (-3,6%)

Distrito Federal: R$ 313.366 (+7,2%)

Fonte: IBGE/Elaboração e cálculos: FecomércioSP

As mais quentes do dia

Apoiar Saiba Mais

Pra quem deseja ajudar a fortalecer o debate público

QR Code

Ajude-nos a continuar produzindo jornalismo independente! Apoie com qualquer valor e faça parte dessa iniciativa.

Quero Apoiar

Este site utiliza cookies e solicita seus dados pessoais para melhorar sua experiência de navegação.