Pescadores da Redinha assinam termo para construção de ranchos
A Colônia de Pescadores Z-04 assinou o Termo de Autorização de Uso Sustentável (TAUS), da Secretaria do Patrimônio da União (SPU), para a construção de ranchos – local coletivo e estruturado para armazenar os materiais de pesca – destinados aos pescadores em terreno da praia da Redinha, localizada na Zona Norte de Natal. Agora, o próximo passo é a construção desses ranchos.
Rosângela Silva, presidenta da colônia de pescadores de Natal, comemorou a conquista que, como ela declara, “representa muito para os pescadores da Redinha, que não tinham esse terreno e agora têm. E também representa muito para mim, já que a luta foi grande e veio uma vitória muito grande”, disse à Agência Saiba Mais. Ainda como explica a presidenta, as jangadas dos pescadores ficarão na beira-mar.
A mobilização vem desde o ano passado, quando a Prefeitura do Natal realizou a remoção dos quiosques da Praia da Redinha sem qualquer aviso prévio, como parte das construções do projeto de urbanização da orla. No processo, os pescadores também denunciaram a tentativa de retirada da categoria do local.
Desde então, a pesca artesanal vem se mobilizando para conquistar uma de suas maiores reivindicações: conseguir autorização de um espaço para construção de ranchos na praia da Redinha. Isso porque, com as obras, os pescadores têm precisado improvisar cada vez mais para guardar os equipamentos de trabalho.
Desde então, diversas reuniões têm sido realizadas entre a Colônia de Pescadores Z-4 e a Secretaria do Patrimônio da União (SPU), com o apoio dos mandatos do vereador Daniel Valença (PT) e da deputada federal Natália Bonavides (PT).
Valença também se pronunciou sobre a conquista.
“Há pouco mais de um ano atuamos junto aos pescadores da Redinha, através da Colônia Z-4, para impedir os impactos da obra do Mercado da Redinha. Nos reunimos com o secretário de Obras de Natal sobre a exclusão de vinte pescadores que não constavam em uma lista de 60 pescadores. Naquele momento percebemos que o buraco era mais embaixo: apesar dos mais de 30 milhões para a obra, não havia literalmente nada previsto para a pesca artesanal. Natal toda não tinha um rancho sequer promovido pela gestão pública para dar o mínimo apoio a essas comunidades tradicionais.”, relembra o vereador.
“Ainda bem que a Colônia se empenhou, os pescadores e pescadoras da Redinha se empenharam. A gente lutou muito junto à Secretaria do Patrimônio da União aqui no Rio Grande do Norte e, finalmente, a partir de agora, o terreno pertence à pesca artesanal”, comemorou Valença.
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