Oposição de “faz de conta” dorme de olho aberto na PEC da Previdência
Natal, RN 27 de mai 2024

Oposição de “faz de conta” dorme de olho aberto na PEC da Previdência

10 de março de 2020
Oposição de “faz de conta” dorme de olho aberto na PEC da Previdência

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Se os servidores estaduais colocam fé na Oposição ao governo Fátima para barrar a Reforma da Previdência estadual na Assembleia Legislativa é melhor mudar a estratégia. Nos corredores da Casa, muitos gritos e poucas ações.

A oposição ao governo petista, que historicamente foi da base do Governo, sempre cobrou uma reforma na Previdência em nível estadual. Antes mesmo de ser obrigatória, como agora, e especialmente quando a conta do caos financeiro chegou, a partir do governo Rosalba. Portanto, por coerência ideológica, a oposição raiz vai espernear, mas votará em bloco na PEC que altera as regras nas aposentadorias.

Um exemplo desse posicionamento é a dificuldade que o deputado Sandro Pimentel (PSOL) vem enfrentando para conseguir as oito assinaturas para protocolar quatro emendas na comissão especial da Previdência.

Da bancada governista é de se esperar que ninguém assine emenda para preservar o projeto original do Executivo o que, aliás, é uma orientação do Governo não endossar emendas a PEC. Mas nem os deputados de oposição estão querendo se expor.

Até o início da manhã desta terça-feira (10), Pimentel só havia conseguido cinco das oito assinaturas necessárias e precisa convencer mais três deputados até sexta-feira (13) para que as propostas sejam analisadas pela comissão, o que também não garante que sejam acatadas em razão do governo dominar por inteiro a comissão.

Nos bastidores, oposicionistas não demonstram preocupação com o reajuste de alíquotas para ativos e aposentados nem com os eventuais efeitos eleitorais. Um parlamentar chegou a comparar o legislativo estadual com o federal, lembrando que hoje ninguém lembra mais os deputados federais que votaram a favor da reforma da Previdência do governo Bolsonaro, aprovada em julho de 2019 pelo Congresso.

Lavar as mãos no caso da PEC da Previdência não significa, no entanto, o silêncio absoluto. O preço cobrado pela Oposição mira o desgaste pessoal da governadora Fátima Bezerra. O tom das críticas aumentou após o Governo não abrir mão nem da relatoria nem da presidência na comissão.

O jogo é também contra o tempo. Há deputados da comissão especial que defendem antecipar o envio da pauta para plenário antes dos 30 dias previstos no regimento.

A comissão volta a se reunir dia 17 de março.

Por enquanto a oposição é de faz de conta, mas dorme de olho aberto.

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