Casos de covid-19 no RN seguem tendência de queda 10 dias depois do Carnatal, aponta Lais
Natal, RN 24 de mai 2024

Casos de covid-19 no RN seguem tendência de queda 10 dias depois do Carnatal, aponta Lais

21 de dezembro de 2021
5min

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Dez dias depois do Carnatal, realizado entre os dias 9 e 12 de dezembro em Natal, o Rio Grande do Norte segue com números estáveis e com tendência de queda tanto no caso de novas infecções, quanto de mortes provocadas pela covid-19. A avaliação foi divulgada em um relatório elaborado pelos pesquisadores do Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (Lais) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

No documento, os pesquisadores lembram que durante a última semana do processo eleitoral de 2020, os indicadores já apontavam um possível descontrole da transmissibilidade (Rt) da doença, o que não aconteceu agora.

Deste modo, caso houvesse aumento significativo do adoecimento por covid-19 devido ao Carnatal, e pela experiência anterior na análise desses dados, a essa altura os sinais de aumento já estariam se manifestando”, traz um trecho do documento.

A queda no número de novos casos e óbitos está estabilizada desde junho de 2021, com o atual número semelhante à média registrada em abril de 2020, no início da pandemia. Esse período com tendência de redução nesses índices já seria superior ao observado anteriormente, após a primeira onda, no qual essa tendência de redução se manteve durante cinco meses. O relatório também aponta que a média no controle da pandemia no RN é melhor que a média nacional e o motivo seria a vacinação.

Nesta terça (21), o Rio Grande do Norte tem uma média de ocupação de seus leitos críticos (semi-intensivos e UTI’S) de 28,7%. Na região metropolitana de Natal esse índice é de 27,6%, diminui para 20,5% na região Oeste e sobe para 60% no Seridó, de acordo com o Sistema de Regulação.

Apesar da chegada da variante Delta, a queda no número de casos e óbitos se manteve no RN. Embora tenha sido considerada uma variante de atenção em outros países, no Brasil a Delta não gerou maior sobrecarga ao SUS. O bom resultado foi atribuído pelos pesquisadores aos melhores índices de vacinação dos brasileiros já que, no momento da introdução da variante, o país já estava com uma intensa campanha de vacinação com quatro tipos diferentes de imunizantes. Diante desses dados, os pesquisadores avaliam que os surtos registrados em outros países está relacionado com a resistência da população em se vacinar.

Até esta segunda (20), o Rio Grande do Norte tinha um total de 385.166 casos e 7.545 mortes confirmadas por covid-19, segundo o boletim epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap). A Secretaria ainda investiga outros 189.231 casos suspeitos, acompanha outros 140.381 casos e investiga outras 1.383 mortes suspeitas de covid.

Preocupação com a gripe

O Rio Grande do Norte ainda está com uma baixa cobertura vacinal contra a influenza, o que preocupa os pesquisadores já que isso poderá resultar no aumento do número de casos mais graves de gripe comum ao longo das próximas semanas. O pedido é de reforçar a campanha, já que há relatos de vacinas contra a influenza sobrando em alguns municípios do RN.

Volta às aulas

No relatório, os pesquisadores calculam que para o retorno às aulas de crianças e adolescentes em 2022, é importante que entre os meses de janeiro e fevereiro o estado tenha alcançado no mínimo 80% desta faixa etária da população com as duas doses da vacina contra a covid-19. Para isso, outro ponto importante é o início imediato da vacinação da população entre 5 e 11 anos de idade.

Depois de atrasar a compra das vacinas para a população em geral, agora o presidente Jair Bolsonaro (PL) também se declarou contra a vacinação de crianças contra a covid-19.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a aplicação da vacina da Pfizer contra covid-19 em crianças de 5 a 11 anos. Mas, não há previsão para que a imunização comece porque a vacina para o público infantil é diferente da que é aplicada em adultos, inclusive com frascos distintos, e o governo federal terá que fazer nova compra.

Depois de mais uma polêmica da presidência que se manifestou contra, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou que o governo só divulgará um posicionamento oficial sobre a vacinação de crianças contra a covid-19 a partir de 5 de janeiro de 2022.

D3

Os pesquisadores reforçaram a necessidade de acelerar a aplicação da terceira dose (D3) da imunização contra a covid-19 em todo o RN. Atualmente, a taxa de vacinados entre a população adulta com a D3 é de 15%. A recomendação, é que o estado alcance, pelo menos, 70% da população vacinada com a terceira dose para evitar ou resistir à chegada de outras variantes da covid-19.

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