TRABALHO

Sindsaúde aponta vazamento de radiação e falta de profissionais em setor da Maternidade Araken, em Natal

O Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Saúde do Rio Grande do Norte (Sindsaúde/RN) denunciou na sexta-feira (18) que o setor de radiologia da Maternidade Municipal Dr. Araken Irerê Pinto, antigo Hospital Municipal de Natal, funciona com quadro de funcionários “dramaticamente reduzido”.

O relato destaca que o setor conta atualmente com apenas cinco profissionais quando deveria ter, no mínimo, dezesseis. De acordo com o denunciante, em 24h são realizadas entre 300 e 350 incidências de exposições de Raio-X, resultando em uma média de 60 a 70 mil exposições anuais.

O/a profissional que teve sua identidade preservada, conta que na sala onde são feitos os exames de imagem não tem um vidro com a blindagem correta e, sendo assim, a radiação ultrapassa e atinge tanto os profissionais quanto os pacientes.

“Quem mais sofre com essa situação é a população, porque nós acabamos não oferecendo um serviço de qualidade. Não porque queremos, mas porque não temos recurso para tal”, lamenta.

“Álvaro Dias (PSDB), os técnicos de radiologia da unidade não aguentam mais esse descaso. Trabalham em dobro por falta de profissionais e, como se não bastasse a exaustão, ainda correm todos os riscos relativos à exposição à radiação. Não nos calaremos diante dessa falta de humanidade. O setor de radiologia da Maternidade Araken, exige respeito!”, publicou o Sindicato.

Confira vídeo:

A Agência Saiba Mais questionou a Secretaria Municipal de Saúde, por meio da Assessoria de Imprensa, que não respondeu.

A Maternidade Araken tem apenas quatro meses de funcionamento, mas os problemas relatados pelo Sindsaúde/RN são constantes. O primeiro parto foi realizado no dia 18 de julho deste ano.

Em outubro a entidade que representa os trabalhadores da saúde denunciou falta de água para beber, fazer higiene e realizar procedimentos na maternidade e no pronto-socorro ortopédico.

Também faltou hipoclorito de sódio na maternidade para a desinfecção de material respiratório, que ficou parado por mais de 10 dias esperando os produtos, segundo a denúncia, que também destacou uma “gambiarra” feita nas instalações das autoclaves. No local havia buraco aberto jorrando água suja sem parar, além de diversos fios desencapados que podem causar um acidente.

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