TRANSPARÊNCIA

Governo Lula troca chefia da Polícia Federal e PRF no RN

O governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mudou nesta quinta-feira (19) a chefia da superintendência da Polícia Federal (PF) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no Rio Grande do Norte. A mudança vem num pacote de troca no comando dos órgãos em 18 estados, no caso da PF, e da dispensa de 26 superintendentes para a PRF.

No Rio Grande do Norte, a Polícia Federal será comandada pela delegada Larissa Freitas Carlos Perdigão. Ela substitui Luiz Carlos Nóbrega Nelson, que estava no cargo desde 2021. 

Além do RN, as trocas na PF foram feitas no Mato Grosso do Sul, Rondônia, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Goiás, Sergipe, Pernambuco, Maranhão, Mato Grosso, Tocantins, Paraíba, Alagoas, São Paulo, Paraná, Pará, Amazonas, Minas Gerais. Todas as novas chefias já estão anunciadas. 

Na PRF, quem deixa a superintendência estadual é Luiz Idalino Câmara Pinheiro, mas seu substituto não consta até o momento. No caso deste órgão, a mudança foi maior: atingiu 25 estados e o Distrito Federal. A exceção ficou para o Piauí. Os nomes dos sucessores não foram designados até o momento em nenhum desses estados.

O anúncio das trocas aparece em edição extra do Diário Oficial da União publicada na noite de quarta-feira (18). As portarias são assinadas pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa.

Operação em Laboratório da UFRN

Na manhã desta quinta (19), a Polícia Federal deu início a uma operação que apura, entre outros crimes, desvio de dinheiro repassado pelo Ministério da Saúde. Um dos alvos foi o Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (Lais), que pertence à Universidade federal do Rio Grande do Norte.

A Operação, batizada de Faraó, está relacionada especificamente ao projeto “SÍFILIS, NÃO!”, que foi coordenado pelo Lais/ UFRN. De acordo com a investigação, em 2017, o Ministério da Saúde transferiu para a UFRN cerca de R$ 165 milhões para a prevenção e combate à doença sífilis no Brasil. A Universidade contratou a Fundação Norte-Rio-Grandense de Pesquisa e Cultura (FUNPEC), com dispensa de licitação, para executar dez metas do projeto.

Porém, segundo a investigação, na meta relacionada às ações de publicidade e propaganda, envolvendo recursos da ordem de R$ 50 milhões, foram verificados indícios da prática de fraude à licitação, falsidade ideológica, peculato e lavagem de dinheiro, havendo atuação direta de inúmeras empresas do segmento publicitário, além de possível envolvimento de servidores públicos.

Tanto o Lais quanto a UFRN negaram envolvimento em qualquer prática ilícita e se colocaram à disposição das autoridades para colaborar com a investigação.

PRF abordou 23 ônibus no RN durante segundo turno das eleições

Uma série de blitze realizadas pela PRF em 30 de outubro, no segundo turno das eleições, causou polêmica e levantou um sinal de alerta. As abordagens no país foram feitas em 619 ônibus até as 17h daquele dia, sendo 295 (47,6% do total) na região Nordeste. 

A abordagem violou a decisão do presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Alexandre de Moraes, que proibiu “qualquer operação da PRF relacionada ao transporte público, gratuito ou não, disponibilizado aos eleitores”. O então diretor-geral da PRF, Silvinei Vasques, virou alvo de investigação e foi aposentado voluntariamente pelo governo Bolsonaro em dezembro.

No RN, 23 ônibus foram parados pelas blitze. O Estado figurou na 10ª posição entre as unidades federativas com mais mais veículos abordados até as 17h do dia 30 de outubro. 

Além de ser a região mais afetada pelas paradas, o Nordeste teve índices de abstenção acima da média nacional em dois dos nove estados.

Clique para ajudar a Agência Saiba Mais Clique para ajudar a Agência Saiba Mais
Artigo anteriorPróximo artigo