Estudante de Natal diz ter sido vítima de transfobia por parte da direção do Instituto Padre Miguelinho; escola nega 
Natal, RN 18 de jun 2024

Estudante de Natal diz ter sido vítima de transfobia por parte da direção do Instituto Padre Miguelinho; escola nega 

24 de fevereiro de 2023
3min
Estudante de Natal diz ter sido vítima de transfobia por parte da direção do Instituto Padre Miguelinho; escola nega 

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A estudante Stephany Caroline, do Instituto Padre Miguelinho, uma escola da rede estadual de ensino localizada no Alecrim, em Natal (RN), disse ter sido vítima de transfobia por parte da direção da instituição. A denúncia foi feita pela jovem através de um vídeo postado em redes sociais. 

“Sou estudante desta casa e hoje pela manhã fui abordada pela direção com as seguintes palavras de que que eu não poderia mais utilizar o banheiro feminino porque algumas meninas estariam se sentindo desconfortáveis com a minha presença e eu não poderia mais ocupar esse espaço”, criticou Stephany. 

Além de estudar na escola, Stephany é vice-presidenta da União Brasileira das/dos Estudantes Secundaristas (Ubes). A instituição repostou o vídeo em apoio à denúncia feita pela jovem. 

“Sempre lutei dentro da minha instituição pelo fim da transfobia, da LGBTfobia e de tudo que fere as nossas classes sociais. É inaceitável que dentro de uma escola que evoluiu tanto com o passar dos anos e conseguiu colocar o respeito como sua base fundamental, a gente seja tratada desta forma. Sou uma mulher trans e estou aqui denunciando esse ato de transfobia que é inaceitável mediante nosso regulamento”, relatou Stephany Caroline. 

De acordo com a direção do Instituto Padre Miguelinho, não houve proibição do uso do banheiro, mas uma “falta de comunicação”. Os representantes da instituição não quiseram dar mais detalhes sobre o assunto. Uma reunião será realizada na próxima segunda (27) para tratar a questão. 

A Agência Saiba Mais também entrou em contato com a Secretaria de Estado da Educação, Cultura, Esporte e Lazer (Seec) para saber qual procedimento deve ser adotado pelas escolas da rede estadual em situações como essa, mas não obtivemos retorno até a publicação da matéria.

Confira o vídeo da denúncia:

UBES 💚✊🏾 no Instagram: “TRANSFOBIA NAS ESCOLAS NÃO! Hoje (23/02), nossa vice-presidenta do Rio Grande do Norte @sther.ubes, foi abordada pela diretora do…”

Uma história que se repete 

Thabatta Pimenta

Em setembro do ano passado, a então candidata a deputada federal, Thabatta Pimenta (PSB), foi vítima de transfobia ao tentar usar o banheiro feminino do shopping Via Direta, em Natal.   

Thabatta fazia uma panfletagem no circular da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), ao lado do shopping, quando sentiu necessidade de ir ao banheiro e foi até à unidade. A primeira a ser impedida foi uma militante trans, também da equipe da candidata.   

Em vídeo gravado e postado nas redes sociais, dois seguranças abordam a candidata e dizem que uma mulher teria reclamado da presença de “uma pessoa do sexo masculino” no banheiro. Segundo os funcionários, a ordem de proibição teria vindo da administração do shopping. Os seguranças também perguntaram se Pimenta teria o sexo feminino registrado no RG.   

A Lei Estadual 9036/2007, proíbe e pune atos discriminatórios em virtude de orientação sexual e identidade de gênero. Na época, a direção do shopping disse que iria averiguar a situação e que repudiava toda forma de preconceito e discriminação.   

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