Quatro potiguares são indicados ao Prêmio Shell de Teatro 2023
Natal, RN 14 de jul 2024

Quatro potiguares são indicados ao Prêmio Shell de Teatro 2023

3 de fevereiro de 2023
10min
Quatro potiguares são indicados ao Prêmio Shell de Teatro 2023

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A mais tradicional premiação da cena teatral do Brasil, o Prêmio Shell de Teatro, traz quatro indicações potiguares em 2023. O primeiro nome da lista, nesta 33ª edição, é de Henrique Fontes. Ao lado de Vinicius Arneiro, o manauense radicado e com atuação no Rio Grande do Norte, foi indicado à categoria Dramaturgia, por “Peça de Amar”.

O espetáculo “Candeia”, do Grupo Estação de Teatro, de Natal-RN, rendeu também indicações a dois potiguares: o experiente João Marcelino assina o cenário e a cantora, compositora e atriz Ananda K., a direção musical. Ela integra ainda o elenco, ao lado de Manu Azevedo, Múcia Teixeira, e Nara Kelly. A direção é de Titina Medeiros; na dramaturgia ficou Cléo Araújo; e na preparação corporal, Giovanna Araújo.

O músico e ator Marco França também recebeu indicação pela direção musical e arranjos de "Tatuagem", uma adaptação dirigida por Kleber Montanheiro, da Cia. da Revista.

A premiação é a primeira do evento desde o início da pandemia. Por isso, contempla espetáculos que fizeram temporada no Rio de Janeiro e em São Paulo fora da pandemia, entre os dias 1° de janeiro e 31 de março de 2020 e entre 1° de abril e 31 de dezembro de 2022.

Os júris são formados por Leandro Santanna, Ana Luisa Lima, Biza Vianna, Patrick Pessoa e Paulo Mattos no Rio de Janeiro, e por Evaristo Martins de Azevedo, Ferdinando Martins, Luiz Amorim, Maria Luisa Barsanelli e Luh Maza em São Paulo.

As homenageadas desta edição do Prêmio Shell são Léa Garcia e Teuda Bara.

Uma das novidade desta edição é que a categoria Inovação foi rebatizada de "Energia que vem da gente", em referência ao slogan da Shell no Brasil. As duas categorias estão previstas para reconhecer a criatividade dos artistas e o impacto social positivo de ações no meio e na sociedade brasileira, incluindo aquelas dedicadas para arrecadar alimentos e envolvidas na luta para aprovação das leis Aldir Blanc e Paulo Gustavo.

Texto de "Peça de Amar" nasceu durante confinamento da pandemia, por Henrique Fontes. | Foto: Rodrigo Menezes

Confira as indicações:

Seleção Júri Rio de Janeiro

Dramaturgia
• Henrique Fontes e Vinicius Arneiro por "Peça de Amar"
• Gilson Barros por "Riobaldo"
• Cecilia Ripoll por "Pança"
• Elisandro de Aquino por "Eu Amarelo"
• Rodrigo Portella por "Ficções"
• Marcio Abreu e Nadja Naira por "Sem Palavras"

Direção
• Renata Tavares por "Nem Todo Filho Vinga"
• Enrique Diaz e Marcio Abreu por "O Espectador"
• Rodrigo Portella por "Ficções"
• Paulo de Moraes por "Neva"
• Marcio Abreu por "Sem Palavras"
• André Paes Leme por "A Hora da Estrela ou O Canto da Macabéa"

Ator
• Reinaldo Junior por "O Grande Dia"
• Milton Filho por "Joãosinho e Laíla: Ratos e Urubus, Larguem Minha Fantasia"
• Cridemar Aquino por "Joãosinho e Laíla: Ratos e Urubus, Larguem Minha Fantasia"
• Gilson Barros por "Riobaldo"
• Fábio Osório Monteiro por "Sem Palavras"
• Mario Borges por "A Última Ata"

Atriz
• Ana Carbatti por "Ninguém Sabe Meu Nome"
• Vera Holtz por "Ficções"
• Vilma Melo por "Mãe de Santo"
• Andrea Beltrão por "O Espectador"
• Vitória Jovem Xtravaganza por "Sem Palavras"
• Vini Ventania Xtravaganza por "Sem Palavras"

Cenário
• J.C. Serroni por "Morte e Vida Severina"
• André Curti e Artur Luanda Ribeiro por "Enquanto Você Voava, Eu Criava Raízes"
• João Marcelino por "Candeia"
• Bia Junqueira por "Ficções"
• Cachalote Mattos por "Turmalina 18 - 50"
• Erick Saboia e Marcio Meireles por "Do Outro Lado do Mar"

Figurino
• Wanderley Gomes por "Vozes Negras: A Força do Canto Feminino"
• João Pimenta por "Ficções"
• Ticiana Passos por "Enquanto Você Voava, Eu Criava Raízes"
• Julia Vicente e Gabriel Vieira por "Peça de Amar"
• Marie Salles por "O Espectador"

Iluminação
• Cesar de Ramires por "Morte e Vida Severina"
• Artur Luanda Ribeiro por "Enquanto Você Voava, Eu Criava Raízes"
• Gabriel Fontes Paiva e André Prado por "Um Precipício no Mar"
• Alexandre Gomes por "A Jornada do Herói"
• Maneco Quinderé por "Neva"
• Fernanda Mantovani por "Caim"

Música
• Jorge Maya pela direção musical de "Luiza Mahin ... Eu Ainda Continuo Aqui"
• Itamar Assiere pela direção musical de "Morte e Vida Severina"
• Chico Cézar pela direção musical de "A Hora da Estrela ou O Canto da Macabéa"
• Ananda K pela direção musical de "Candeia"
• Claudia Eliseu e Wladimir Pinheiro pela direção musical de "Vozes Negras: A Força do Canto Feminino"
• Azullllll pela direção musical de "Cão Gelado"

Energia que vem da gente
• "Companhia Cria do Beco", baseada no Complexo da Maré, pelo espetáculo Nem Todo Filho Vinga, que traduz para a contemporaneidade de modo complexo e eletrizante o conto Pai contra Mãe, de Machado de Assis, possivelmente o maior libelo antirracista da história da literatura brasileira.
• "Associação de Produtores de Teatro do Rio de Janeiro (APTR)", pela campanha de arrecadação realizada durante a pandemia, que ajudou inúmeros profissionais do teatro a sobreviverem materialmente, e também por ter sido fundamental na luta para a aprovação no Congresso Nacional das leis Paulo Gustavo e Aldir Blanc.
• "Cia de Mystérios e Novidades", por fomentar há 40 anos um teatro marcado pela diversidade e multiplicidade e, mais recentemente, por ter criado sua Escola Sem Paredes, um complexo de espetáculos, performances, cortejos, intervenções urbanas, exposições, aulas, seminários, oficinas e atividades socioculturais fundamentais para a ocupação do território da zona portuária do Rio de Janeiro e para o enriquecimento do calendário cultural da cidade.
• "Pandêmica Coletivo", por seu pioneirismo em criar uma plataforma online durante a pandemia, possibilitando a colaboração continuada entre artistas de diversas partes do Brasil, a experimentação de novos recursos na produção teatral online e difusão desses novos trabalhos.
• "Revista Questão de Crítica", por ter contribuído para o fortalecimento das ações online criadas durante a pandemia, estimulando o debate sobre novas possibilidades estéticas abertas por esse novo modo de produção teatral, e também por ter sido, ao longo de 15 anos de existência, decisiva para o fomento do pensamento crítico nas artes cênicas brasileiras.
• "Projeto Que boca na cena?", por ter realizado transmissões virtuais de espetáculos para fomentar a distribuição de renda para profissionais da cultura durante a pandemia e, nesse processo, por ter se firmado como importante espaço de uma prática antirracista continuada, que amplifica o alcance de trabalhos de artistas negros e periféricos.

Seleção Júri São Paulo

Dramaturgia
• Dione Carlos por "Cárcere ou Porque as Mulheres Viram Búfalos"
• Soraia Costa por "Sete Cortes até Você"
• Ronaldo Serruya por "A Doença do Outro"
• Viviane Dias por "Tarsila ou A Vacina Antropofágica"
• Lucas Moura por "Desfazenda – Me Enterrem Fora Desse Lugar"
• Paola Prestes por "Bata Antes de Entrar"

Direção
• Miguel Rocha por "Cárcere ou Porque as Mulheres Viram Búfalos"
• Lázaro Ramos e Tatiana Tibúrcio por "O Método Grönholm"
• Ruy Cortez e Marina Nogaeva Tenório por "A Semente da Romã" e "As Três Irmãs"
• José Fernando Peixoto de Azevedo por "Um Inimigo do Povo"
• Janaina Leite por "A História do Olho – Um Conto de Fadas Pornô-noir"
• Rogério Tarifa por "O Que Nos Mantém Vivos?"

Ator
• Clayton Nascimento por "Macacos"
• Paulo Marcello por "O Fazedor de Teatro"
• Rodrigo Pandolfo por "F.E.T.O (Estudos de Doroteia Nua Descendo a Escada)"
• Luis Lobianco por "O Método Grönholm"
• Odilon Wagner por "A Última Sessão de Freud"
• Zé Carlos Machado por "Papa Highirte"

Atriz
• Verónica Valenttino por "Brenda Lee e o Palácio das Princesas"
• Assucena por "Mata Teu Pai – Ópera Balada"
• Ana Lucia Torre por "Longa Jornada Noite Adentro"
• Sara Antunes por "Anjo de Pedra"
• Clara Carvalho por "Um Inimigo do Povo"
• Laila Garin por "A Hora da Estrela ou O Canto da Macabéa"

Cenário
• Fabio Namatame por "A Última Sessão de Freud"
• Daniela Thomas e Felipe Tassara por "Molly Bloom"
• Bira Nogueira por "Meu Reino por um Cavalo"
• Luiz André Charubine e Mandy por "Pérsia"
• Zé Henrique de Paula por "Sweeney Todd"
• Chris Aizner por "Outono, Inverno ou O Que Sonhamos Ontem"

Figurino
• Claudia Schapira por "Na Solidão dos Campos de Algodão"
• Marichilene Artisevskis por "Mary Stuart"
• Karen Brusttolin por "Gaslight, uma Relação Tóxica"
• Anne Cerutti por "Consentimento"
• João Pimenta por "F.E.T.O (Estudos de Doroteia Nua Descendo a Escada)"
• Silvana Marcondes por "Nzinga"

Iluminação
• Wagner Pinto por "F.E.T.O (Estudos de Doroteia Nua Descendo a Escada)"
• Cesar Pivetti por "Brilho Eterno"
• Aline Santini por "Na Solidão dos Campos de Algodão"
• Cibele Forjaz por "Altamira 2042"
• Wagner Antonio por "Com os Bolsos Cheios de Pão"
• Wagner Freire por "Mary Stuart"

Marco França por Louise Helène e Sergio Santoian

Música
• Marco França pela direção musical de "Tatuagem"
• Tom Zé e Maria Beraldo pela música de "Língua Brasileira"
• Alisson Amador, Amanda Abá, Denise Oliveira e Jennifer Cardoso pela execução musical em "Cárcere ou Porque as Mulheres Viram Búfalos"
• Dani Nega, Eugênio Lima e Roberta Estrela D’Alva pela direção musical de "Hip Hop Blues"
• Felipe Botelho, Amanda Ferraresi, NBKE e Wallie Ruy pela execução musical em "Wonder – Vem pra Barra Pesada"
• Dan Maia pela música de "Tebas"

Energia que vem da gente
• "Éssa Companhia de Teatro", pelo trabalho com a comunidade de São Miguel Paulista, no extremo da Zona Leste de São Paulo, que resultou no espetáculo Ensaio para dois perdidos.
• "Coletivo 302", pela valorização da ancestralidade em Cubatão, na baixada santista, refletindo sobre a herança socioambiental da época em que era a cidade mais poluída do mundo, expressa de maneira contundente no espetáculo Vila Parisi.
• "Rede de Leituras", pela importante reunião de profissionais do teatro para fomentar e difundir a dramaturgia contemporânea em tempos pandêmicos.
• "Cia Munguzá de Teatro", por suas ações artísticas e sociais acolhendo a população da Cracolândia e seu entorno durante a pandemia de Covid-19.
• "CATS (Coletivo de Artistas Transmasculines)", pela pesquisa histórica e ações de visibilidade e inclusão dos artistas transmasculines no Brasil.
• "Os Satyros", pelo projeto A arte de enfrentar o medo / The art of facing the fear, reunindo simultaneamente artistas de vários países dos cinco continentes e fomentando a experimentação de formatos digitais durante a pandemia.

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