RN melhora qualidade de vida em dez anos, mas ainda está abaixo da média nacional, segundo IBGE 
Natal, RN 25 de abr 2024

RN melhora qualidade de vida em dez anos, mas ainda está abaixo da média nacional, segundo IBGE 

23 de junho de 2023
4min
RN melhora qualidade de vida em dez anos, mas ainda está abaixo da média nacional, segundo IBGE 

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Aos trancos e barrancos, o potiguar melhorou sua qualidade de vida nos últimos dez anos, segundo o levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que foi divulgado nesta sexta (23).

Entre 2008 e 2018, segundo a pesquisa, os habitantes do Rio Grande do Norte tiveram uma melhora de 15,4% no padrão de vida. Essa conta é feita a partir do Índice de Desempenho Socioeconômico (IDS), que avalia o progresso socioeconômico a partir da renda, e do Índice de Perda de Qualidade de Vida (IPQV), identifica as privações que as pessoas enfrentaram.

Nesse período, o valor do IDS no RN evoluiu de 4,723 em 2008-2009 para 5,583 em 2017-2018, o que representa uma variação positiva de 15,4%.

Esse aumento na qualidade de vida do potiguar ficou, inclusive, acima da variação nacional, que foi de 12,8%. No entanto, apesar da alta, o Rio Grande do Norte ainda está entre os estados com IDS abaixo da média nacional, que é de 6,147.

No ranking nacional que vai do maior para o menor IDS, ou seja, do local com melhor para aquele com menor qualidade de vida, o RN está na 16ª posição, sendo que o maior IDS é do Distrito Federal (6,923) e o menor é do Maranhão (4,841).

Já o Índice de Perda de Qualidade de Vida (IPQV) do RN teve uma baixa de 28%, passando de 0,282 em 200-2009 para 0,203 em 2017-2018.Isso significa dizer que houve uma melhora na qualidade de vida dos potiguares por causa de uma menor perda nas dimensões que contribuem para a qualidade de vida e bem-estar. Em suma, quanto menor o índice, menor a perda de qualidade de vida. No Brasil, o IQPV teve uma retração de quase 30%, ficando em 0,157.

Na avaliação da qualidade de vida são consideradas questões como moradia (estrutura do domicílio, vizinhança e condições ambientais, como poluição); acesso aos serviços de utilidade pública (como eletricidade, esgotamento sanitário, água e coleta de lixo); saúde e alimentação (no qual são analisadas questões como insegurança alimentar, acesso aos serviços de saúde e medicamentos, avaliação da saúde e alimentação); educação (frequência e o atraso escolar assim como a avaliação da educação); acesso aos serviços financeiros e padrão de vida (a posse de bens duráveis, conta em banco assim como a dificuldade de pagar as contas do dia a dia); e transporte e lazer (abrangem o equilíbrio no uso do tempo em atividades do dia a dia como o transporte para o trabalho, as jornadas de trabalho assim como a avaliação do transporte e do lazer).

Educação

Um dos maiores impactos negativos nos índices de qualidade de vida no período analisado veio da educação, tanto no RN quanto no restante do país. No comparativo dos últimos dez anos, com dados de dois períodos, 2008/2009 e 2017/2018, é possível notar que o maior impacto negativo nos índices de qualidade de vida no Rio Grande do Norte deixou de ser o Transporte e Lazer, passando de 22,8% em 2008/2009 para 13,7% em 2018/2019, e passou a ser a Educação, que sofreu uma pequena redução de 19,5% em 2008/2009 para 19,3% em 2017/2018.

Já o Acesso aos serviços de utilidade pública representou impacto negativo de 17%, seguido de Saúde e alimentação com 16,1%, Moradia com 15,1% e Transporte e Lazer com 13,7% do total dos efeitos marginais observados no resultado do IDS.

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