Demandas do PPA Participativo no RN foram da agricultura familiar à política LGBT
Natal, RN 18 de jun 2024

Demandas do PPA Participativo no RN foram da agricultura familiar à política LGBT

6 de julho de 2023
3min
Demandas do PPA Participativo no RN foram da agricultura familiar à política LGBT

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Prestes a se encerrar nesta sexta-feira (7), o processo do PPA Participativo no Rio Grande do Norte teve uma diversidade de propostas, desde temas ligados à agricultura familiar, passando por estradas até políticas para minorias. Quem afirma é Thales Dantas, coordenador do Gabinete Civil potiguar em entrevista ao programa Balbúrdia desta quinta (6).

“O que eu mais escutei foi modernização da Emater, investimento na agricultura familiar, investimento na política da assistente social”, disse Dantas. 

“Saíram a questão das estradas, principalmente as regiões aqui mais próximas da Grande Natal. No Alto Oeste, no sertão central e no sertão do Apodi, demanda rural. No Trairi a questão da saúde. No Seridó saiu essa situação da segurança, de investimento na perspectiva de desenvolvimento de trabalho”, diz ele.

Já em Mossoró, segunda maior cidade do Estado, os temas giraram em torno de políticas para minorias, como LGBTs, mulheres, pessoas com deficiência e povos de comunidades tradicionais. Houve também ênfase na educação, com apontamentos por mais investimentos na UERN, por exemplo, segundo o coordenador do Gabinete Civil.

De acordo com o advogado, as diferentes etapas do PPA Participativo mostraram o quanto o Rio Grande do Norte é diverso. Ele destacou um dos momentos em que mais gostou, em Apodi.

“Foi muito incrível fazer lá no Sindicato dos Trabalhadores Rurais, e a maior parte das demandas foi realmente voltadas para o campo, que quem mora em Natal, por exemplo, acha que isso não existe, que não tem necessidade de investimento em habitação rural, não tem necessidade de investimento no campo, e isso é uma diferença”, apontou. 

Para Dantas, o desafio agora é conseguir efetivar e criar os mecanismos destas políticas públicas. 

“Não existe uma fórmula para conseguir efetivar uma política pública, mas a gente tem os indicativos e mecanismos que com certeza nos ajudam a chegar nessa efetivação”, comentou.

“O primeiro deles é o que a gente tá fazendo agora, um processo de escuta e de participação popular. Eu acho que o grande diferencial do novo governo do presidente Lula e esse segundo mandato da professora Fátima é abraçar a participação popular como sendo a solução para iniciar essa construção e efetivação”, destacou.

Segundo o advogado, o processo horizontal foi o grande diferencial. 

“A gente percebeu e vem percebendo que as políticas públicas que são feitas não tendo escuta, que vêm de cima para baixo e que vêm só apenas a letra fria da lei ou que vem de dados puramente estatísticos ou frios, muitas vezes não dão o resultado desejado, porque não foi feito o mínimo que é conversar com o sujeito de direito que tá lá na ponta.”

Confira a entrevista completa:

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