#AgostoLilás: Vida sem violência e com oportunidades para mulheres
Natal, RN 22 de abr 2024

#AgostoLilás: Vida sem violência e com oportunidades para mulheres

26 de agosto de 2023
2min
#AgostoLilás: Vida sem violência e com oportunidades para mulheres

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O mundo avançou tanto em tecnologia, a ciência conseguiu produzir inteligência artificial, as leis prometem igualdade e criminalizam a discriminação, mas por que a sociedade é tão lenta em garantir às mulheres a possibilidade de viver com liberdade e igualdade de direitos e oportunidades?

Nossa sociedade, infelizmente, naturalizou que tudo para as mulheres deve ser mais difícil. Tivemos que lutar para estudar, para dirigir, para jogar futebol, para votar, para trabalhar... Até hoje temos que lutar para receber salário igual, para ser respeitadas em casa, na rua, no trabalho e em qualquer lugar, para dividir com os homens faxina da casa, o cuidado dos filhos, para que ser mãe não seja um decreto de falta de oportunidades profissionais.

Ainda é necessário um grande esforço coletivo para garantir às mulheres o pleno exercício a direitos básicos, as leis são acessórios importantes na evolução deste cenário que ainda é desolador. Como mulher negra e pessoa com deficiência, vejo de perto as barreiras que tantas de nós enfrentamos e a urgência de transformar essa realidade.

O acesso igualitário a direitos civis não é apenas uma questão de justiça social, mas também um pilar essencial para o fortalecimento da democracia. Quando mulheres de diferentes origens e realidades podem participar plenamente da vida pública, educacional e profissional, os princípios democráticos são enriquecidos, representando verdadeiramente toda a diversidade da sociedade.

Por esta razão, existem movimentos sociais e organizações que se destacam pelo trabalho contínuo de conscientização da sociedade sobre temas ligados a promoção da igualdade de gênero, reconhecendo que os impedimentos infligidos às mulheres, tornam-se mais degradantes da dignidade humana, quando as mulheres pertencem a grupos sociais oprimidos como negras, com deficiência, idosas, lésbicas, moradoras das periferias.

Somando-me, portanto, às ações do denominado Agosto Lilás, mês de conscientização pelo fim da violência contra a mulher, volto a escrever na minha coluna de opinião do Saiba Mais, com votos de que organizações, entidades governamentais, empresas privadas, movimentos sociais tenham cada vez mais mulheres diversas em cargos de poder e direção. Com representatividade, poderemos contribuir diretamente e de maneira ampla para a tomada de decisões, de modo a influenciar políticas que reflitam verdadeiramente as necessidades e aspirações da sociedade.

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