Codevasf terá que informar verbas enviadas ao RN quando Rogério era ministro
Natal, RN 27 de fev 2024

Codevasf terá que informar verbas enviadas ao RN quando Rogério era ministro

1 de dezembro de 2023
2min
Codevasf terá que informar verbas enviadas ao RN quando Rogério era ministro
Carlos Eduardo acusa senador de ter se beneficiado da estrutura da estatal nas eleições | Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

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A Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) vai ter que fornecer as informações de verbas enviadas para municípios do Rio Grande do Norte no período em que o senador Rogério Marinho (PL) era ministro. 

A investigação foi determinada pelo desembargador Expedito Ferreira, do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), numa ação movida pelo ex-prefeito Carlos Eduardo (PSD) contra Marinho.

O senador potiguar esteve no primeiro escalão do governo Bolsonaro entre 2020 e 2022, tendo deixado o cargo em março do ano passado para concorrer ao Senado - de onde saiu vencedor. O detalhamento das verbas que o Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) terá que apresentar, entretanto, é referente aos anos de 2021 e 2022.

Carlos Eduardo, que perdeu a corrida para o Senado e terminou em segundo lugar, alega que houve abuso de poder político e econômico mediante direcionamento da estrutura administrativa do Governo Federal para benefício da candidatura de Rogério Marinho nas eleições de 2022.

Segundo sustenta o ex-prefeito de Natal, “Rogério Simonetti Marinho teria permanecido ostensivamente valendo-se do aparelhamento ideológico do Ministério do Desenvolvimento Regional para favorecimento político e pessoal” mesmo depois de ter deixado o cargo para concorrer a senador.

O MDR, então, foi intimado para fornecer os dados da Plataforma Mais Brasil, ferramenta de gestão do governo federal, com os requerimentos dos municípios potiguares para o recebimento de verbas, obras e demais benesses, durante 2021 e 2022.

Também foram intimados os prefeitos Neto de Zoraide, de Afonso Bezerra; Anteomar Pereira da Silva, o Babá, de São Tomé; Clevilândia Samara Vasconcelos Belarmino, a Keké de Dr. Abel Filho, do município de Rafael Godeiro; Andreza Brasil, de Sítio Novo; Emídio Jr., de Macaíba; Clécio Azevedo, de Bom Jesus; Alan Silveira, de Apodi; e Fernando Bezerra, chefe do Executivo de Acari.

Todas estas prefeituras devem fornecer os documentos comprobatórios dos requerimentos e processos administrativos apresentados para obtenção de verbas advindas do MDR e da Codevasf no período.

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