Caso Bruno e Dom: envolvidos na morte são transferidos para Mossoró
Natal, RN 2 de mar 2024

Caso Bruno e Dom: envolvidos na morte são transferidos para Mossoró

26 de janeiro de 2024
4min
Caso Bruno e Dom: envolvidos na morte são transferidos para Mossoró
Foto: Cris Faga/NurPhoto via Getty Images

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Os dois acusados pelos assassinatos do jornalista britânico Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira foram transferidos de Manaus para o Presídio Federal de Mossoró nesta quinta-feira (25). A informação foi confirmada pela Polícia Federal do Amazonas à Agência SAIBA MAIS

Ruben Dário da Silva Villar, o “Colômbia”, é apontado pela Polícia como mandante dos assassinatos, tendo como braço direito Jânio Freitas de Souza. A mudança de presídio partiu após determinação judicial, disse a PF. 

“Colômbia” foi preso em dezembro de 2022 depois de ficar foragido da Justiça. Ele respondia a processo criminal por ser líder de uma associação criminosa que se dedica à pesca ilegal no Vale do Javari.

Com o prosseguimento das investigações, ficou constatado em diversos documentos, de acordo com a Polícia Federal, que ele possuía um segurança armado. Ainda segundo o apurado, Colômbia dirigia sua organização criminosa por meio de informações recebidas por este segurança.

Jânio Freitas de Souza e Ruben Dário da Silva Villar | Foto: PF/Divulgação

À época, em 2022, sua prisão havia sido novamente decretada pela Justiça Federal de Tabatinga, no Amazonas, porque o réu havia descumprido as condições impostas por ocasião da concessão de sua liberdade provisória, enquanto a investigação sobre o envolvimento no assassinato de Bruno Pereira e Dom Phillips corria em paralelo. Já Jânio Freitas de Souza foi preso em Tabatinga em 18 de janeiro deste ano.

No inquérito policial que apura o homicídio do indigenista e do jornalista, já foram indiciados os executores (os quais foram denunciados pelo Ministério Público Federal), e os ocultadores dos cadáveres das vítimas (incluindo parentes dos executores).

Agora, chega a cinco o número de presos envolvidos nos crimes. Além de Colômbia e Jânio, ainda aguardam julgamento por envolvimento no crime Amarildo da Costa Oliveira, o “Pelado”; Jefferson Lima, o “Pelado da Dinha”; e Oseney da Costa de Oliveira, o “Dos Santos”.

O caso Dom e Bruno

O indigenista brasileiro Bruno Pereira, consultor técnico da União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja, e o jornalista britânico Dom Phillips, colaborador do The Guardian, saíram de Atalaia do Norte, no interior do Amazonas, em 3 de junho de 2022. Eles faziam uma expedição pelo Vale do Javari e saíram em direção a uma base da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).

Já no dia 5, iniciam o retorno para Atalaia do Norte, mais precisamente para a comunidade ribeirinha de São Rafael. Entretanto, a viagem de 72 quilômetros, cerca de duas horas, não foi concluída.

Após dias de buscas, em 15 de junho os “remanescentes humanos” de Bruno e Dom foram encontrados enterrados por policiais federais. De acordo com a Procuradoria, Bruno “Pelado” tinham um histórico de desentendimento por causa da pesca ilegal em território indígena.

Bruno foi morto com três tiros, sendo um deles pelas costas, sem qualquer possibilidade de defesa. Já Dom foi assassinado apenas por estar com Bruno, afirmou o Ministério Público.

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