Fotógrafo registra em livro a Paróquia dos Mártires de Cunhaú e Uruaçu
Natal, RN 29 de fev 2024

Fotógrafo registra em livro a Paróquia dos Mártires de Cunhaú e Uruaçu

23 de janeiro de 2024
5min
Fotógrafo registra em livro a Paróquia dos Mártires de Cunhaú e Uruaçu
Fotografia que faz parte do livro "Fotografias de Fé - Santuário dos Santos Mártires de Cunhaú e Uruaçu” I Foto: cedida pelo autor Anderson Régis

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Depois de quase dois anos fotografando diferentes momentos na Paróquia do Santuário dos Santos Mártires de Cunhaú e Uruaçu, localizada no bairro de Nossa Senhora de Nazaré, Anderson Régis entendeu que era hora de transformar tudo que ele havia registrado em livro. O resultado, são mais de 80 páginas reunidas no livro “Fotografias de Fé - Santuário dos Santos Mártires de Cunhaú e Uruaçu”, lançado pela editora paulista Uiclap.

Minha bisavó era católica, minha avó é católica e nunca perdeu uma missa na Igreja São Sebastião. Ela influenciou toda a família, que é muito religiosa. Tenho lembranças da minha avó indo à missa aos domingos e assistindo a Missa do Galo no Natal, quando o Papa ainda era João Paulo II. Além disso, também tenho fotojornalistas na família. Comecei a frequentar a pastoral e a levar a máquina para fotografar sem compromisso, só depois passei a registrar com a intenção de fazer o livro”, conta Anderson Régis, fotojornalista e autor do livro.

Anderson Régis com o livro "Fotografias de Fé - Santuário dos Santos Mártires de Cunhaú e Uruaçu” I Foto: cedida por Alex Régis
Anderson Régis com o livro "Fotografias de Fé - Santuário dos Santos Mártires de Cunhaú e Uruaçu” I Foto: cedida por Alex Régis

A Paróquia do Santuário dos Santos Mártires de Cunhaú e Uruaçu foi fundada em outubro de 2010. Os mártires haviam sido beatificados no ano 2000 e a construção da Paróquia só foi possível por causa da insistência das pessoas que frequentavam o local, que já se reuniam antes mesmo de existir uma igreja.

Quando Anderson começou a fotografar a Paróquia, no final de 2021, o espaço ainda estava vazio por causa das restrições de aglomerações provocadas pela da pandemia de Covid-19.

Nessa época, a igreja ainda estava vazia, então tinha mais liberdade para me deslocar e fotografar. Depois, quando voltaram a ser realizadas as missas presenciais, tive que lidar com a presença das pessoas. O Padre Fabio Pinheiro me deu bastante apoio e entendeu a proposta do livro”, detalha.

Sem dinheiro para investir na publicação, além das fotos, Anderson também foi o responsável por, praticamente, todas as etapas para a confecção do livro, como diagramação, edição e textos.

“Fiz tudo praticamente sozinho. A impressão de um livro é muito cara, fica entre R$ 3 mil e R$ 30 mil. Na época, não havia os editais para a cultura como há hoje e fui procurando as editoras até achar a Uiclap, que aceitou publicar meu trabalho. Quero só agradecer ao Padre Fabio Pinheiro; a Júlia Alice, que me convidou pra participar da Pastoral Juventude Missionária; e ao Sr Adriano Felipe. Eles abriram as portas da Igreja pra mim”, reconhece o fotojornalista que, atualmente, trabalha em um jornal diário de Natal.

O lançamento oficial já aconteceu ano passado. Mas, interessados em obter o livro físico, ele está disponível para venda no site da editora Uiclap. Para comprar, CLIQUE AQUI.

Foto: Anderson Régis
Foto: Anderson Régis

História

Era 16 de julho de 1645 quando o padre André de Soveral e outros 70 fiéis foram cruelmente mortos por mais de 200 soldados holandeses e índios potiguares, enquanto participavam da missa dominical na Capela de Nossa Senhora das Candeias, no Engenho Cunhaú, no município de Canguaretama. Como eram católicos, os fiéis foram assassinados por causa da intolerância calvinista dos invasores.

Três meses depois, na Comunidade Uruaçu, em São Gonçalo do Amarante, ocorreu outro martírio, no qual 80 pessoas foram mortas por holandeses. Entre as vítimas, estava o camponês Mateus Moreira, que teve o coração arrancado pelas costas, enquanto repetia a frase “Louvado seja o Santíssimo Sacramento”.

Os Protomártires (primeiros de uma religião) de Cunhaú e Uruaçu foram beatificados na Praça de São Pedro, no Vaticano, no dia 5 de março de 2000, numa cerimônia presidida pelo Papa João Paulo II.

Foto: Anderson Régis

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