Conheça a Ala Ursa do Poço de Sant’Ana, bloco do Carnaval de Caicó
Natal, RN 22 de mai 2024

Conheça a Ala Ursa do Poço de Sant’Ana, bloco do Carnaval de Caicó

13 de fevereiro de 2024
4min
Conheça a Ala Ursa do Poço de Sant’Ana, bloco do Carnaval de Caicó
A Ala Ursa do Poço de Sant’Ana, o Bloco do Magão, completa 44 anos. Foto: Divulgação/Bloco do Magão

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Quem escolheu a cidade de Caicó, na região Seridó, no Rio Grande do Norte, para passar o período do carnaval já se deparou com a multidão que é arrastada pela orquestra do Bloco do Magão, uma das mais tradicionais agremiações carnavalescas da cidade.

O Bloco do Magão completa 44 anos no carnaval de Caicó. Fotos: Divulgação/Bloco do Magão

O bloco desfila pelas ruas todos os dias de folia com seus bonecos gigantes, acompanhado por uma legião de seguidores, ávida pelos sons dos metais, do frevo e das marchinhas característicos do grupo comandado pelo carnavalesco Ronaldo Batista de Sales, o Magão, que dá título ao bloco. Porém, o que talvez alguns não saibam é que o bloco surgiu em contraposição ao carnaval elitizado do lugar, oferecendo uma alternativa mais popular para se brincar o carnaval. É a Ala Ursa do Poço de Sant’Ana, que , em 2024, completa 44 anos de folia.

O bloco é conhecido pelos seus bonecos gigantes.

A história do  Bloco do Magão começou com outro nome, Bloco do Lixo, cuja proposta era fazer uma crítica social contra a invisibilidade dos integrantes perante à sociedade caicoense dos anos de 1980. O motivo inicial do protesto era a situação de abandono do Poço de Sant’Ana, a primeira fonte de água da cidade. O local é um  lugar místico de várias histórias e lendas da cidade, localizado no leito do Rio Seridó, e, à época, sofria com o descaso e com a poluição.

Daí vem o nome que o bloco incorporou logo em seguida, Ala Ursa do Poço de Sant’Ana, uma referência ao dos ursos, personagem muito comum em carnavais de várias cidades brasileiras. A iniciativa buscava ainda resgatar o carnaval de rua de Caicó. Os próprios integrantes confeccionavam as fantasias e a presença dos bonecos gigantes dava a impressão de que o bloco seria maior do que realmente era, de mais componentes. 

Ao longo dos anos, o grupo só aumentou o número de adeptos, parte em função da sua orquestra, formada por músicos profissionais. Os metais, as cordas, a percussão e os cantores dão ritmo às marchinhas executadas durante o trajeto do bloco, percurso que chega a mais de duas horas de frevo sem parar.

Ronaldo Batista de Sales, o Magão, é o maestro dessa folia.

Até que na década de 90 o projeto começou a ser apelidado de bloco do Magão e quando foram inseridos os bonecos gigantes, que inicialmente tinham a figura do carnavalesco e, depois, diversas personalidades, como podem ser vistas hoje. Por isso, o bloco tem o nome atual e virou sinônimo de carnaval animado. A orquestra, inclusive, chega a se apresentar em prévias de outras cidades do RN, como Natal. 

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