Fuga em Mossoró: área torna busca complexa, diz Lewandowski
Natal, RN 21 de abr 2024

Fuga em Mossoró: área torna busca complexa, diz Lewandowski

19 de fevereiro de 2024
4min
Fuga em Mossoró: área torna busca complexa, diz Lewandowski
Foto: Carlos Costa

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Em visita a Mossoró neste domingo (18), o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, disse que o trabalho de busca pelos dois fugitivos que escaparam da penitenciária federal "é complexo", especialmente por se desenvolver em um terreno formado por matas, zonas rurais e com grutas. 

“As estradas estão sendo monitoradas pela Polícia Rodoviária Federal, mas existem vias vicinais e casas esparsas na área. Trata-se de um trabalho complexo de busca de duas pessoas em uma área extensa. Começamos com 300 agentes e hoje estamos com 500 policiais. Nesse sentido, não estamos poupando esforços nem equipamentos, como helicópteros, drones, cães farejadores e equipamentos sofisticados”, afirmou o ministro. 

Já o diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, Fernando Oliveira, explicou que o terreno onde as buscas ocorrem é de difícil deslocamento e exige muito dos agentes. 

“Não são condições fáceis para realizar uma busca no perímetro de 15 quilômetros. De qualquer forma, o Estado não vai desistir de cumprir com a lei”, ressaltou.

Na tarde deste domingo (18), agentes ainda foram acionados para buscas na comunidade Primavera, na zona rural de Baraúna, após Rogério da Silva Mendonça (conhecido como Tatu) e Deibson Cabral Nascimento (o Deisinho) terem sido, supostamente, vistos. A Polícia Militar, entretanto, negou à Agência SAIBA MAIS que se trataria dos dois criminosos.

De acordo com o titular da Justiça, as buscas não têm prazo para serem encerradas. Além disso, as cinco unidades de segurança máxima do sistema penitenciário federal, especialmente a unidade de Mossoró, passam, no momento, por serviços de reforço em sua proteção. Do total de agentes envolvidos atualmente na operação, cerca de 250 policiais estão atuando durante o dia e 250 policiais durante a noite. São policiais da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e polícias estaduais. Além de agentes do Rio Grande do Norte, policiais do Ceará, Paraíba e Pernambuco atuam nos trabalhos de captura da dupla de fugitivos.

Conjunção de fatores

Segundo o ministro, o episódio ocorreu a partir de uma conjunção de fatores.

“É um episódio menor dentro da história das unidades prisionais federais, mas garantimos que o Estado brasileiro está presente neste momento e em busca de solucionar essa questão o mais breve possível”, garantiu.

Lewandowski explicou também que os inquéritos obedecerão aos prazos previstos em lei e que, em relação à investigação, que envolve perícia, eles são mais demorados. 

“Em princípio, são 30 dias, que podem ser prorrogados. Também será necessário fazer perícias físicas no presídio e interrogar servidores e policiais penais federais, além dos trabalhadores que estavam envolvidos na reforma da unidade. Não é uma investigação simples, mas a faremos com toda a seriedade possível, como é praxe no Ministério da Justiça e Segurança Pública, na Polícia Federal e na Senappen”, explicou.

O diretor-geral em exercício da Polícia Federal, Gustavo Souza, disse que a corporação está engajada na operação de recaptura desde o primeiro momento. 

“Nossa prioridade é encontrar o mais rapidamente possível esses bandidos e devolvê-los aos presídios. Desde o início, a Polícia Federal está empenhada nessa ação. Nós estamos empregando todos os meios materiais e investigativos, que estão à disposição do Ministério da Justiça e Segurança Pública”, ressaltou Gustavo Souza.

Revisão geral

Em relação às cinco unidades de presídios federais que o país possui, o secretário nacional de Políticas Penais (Senappen), André Garcia, garantiu que medidas de segurança já foram estabelecidas. Segundo ele, está sendo feita uma revisão geral das medidas de segurança em todas elas. 

“As medidas de segurança nas penitenciárias federais de segurança máxima já estão em curso, especialmente aquelas do ponto de vista administrativo. Não vamos dar mais chance para que uma situação dessas volte a se repetir”, garantiu.

Especificamente na unidade de Mossoró, explicou, o serviço está sendo feito agora, com reforço nas saídas das luminárias, algo que também foi feito em algumas unidades e programadas para ocorrer em outras. 

“Não há fragilidades no sistema penitenciário federal. Tivemos um caso pontual na unidade de Mossoró que não vai se repetir”, disse.

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