Coletivo CIDA celebra Dia Internacional da Dança com trilogia no TAM
Natal, RN 24 de mai 2024

Coletivo CIDA celebra Dia Internacional da Dança com trilogia no TAM

27 de abril de 2024
5min
Coletivo CIDA celebra Dia Internacional da Dança com trilogia no TAM

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Foi em uma residência artística na Índia que a pesquisa em “Dança-Tragédia” começou, diz o coreógrafo e dramaturgo René Loui, do Coletivo CIDA. O ano era 2019, desde então o conceito vem sendo trabalhado pelo grupo e rendeu três espetáculos: “Corpos Turvos” (2021), "Reino dos bichos e dos animais, esse é o meu nome" (2022) e "Insanos e Beija-Flores a Dois Metros do Chão" (2023).

Nunca, porém, as três peças foram apresentadas em sequência em Natal. Em outras cidades, sim, como São Paulo e Rio de Janeiro, e em países como a França. A primeira vez será nos dias 28 e 29 de abril, no Teatro Alberto Maranhão, em celebração ao Dia Internacional da Dança.

Tivemos apresentações muito especiais em vários lugares. Mas em Natal é mais forte. É a cidade onde escolhemos morar. É mais representativo. Ainda mais porque é no TAM. E para além da referência ao Dia Internacional da Dança, é uma apresentação dentro da programação dos 120 anos do teatro”, conta René. “Somos um grupo novo ainda, e já estamos dividindo o palco do TAM com muita gente boa da cidade”.

A apresentação vai funcionar da seguinte maneira: no domingo, dia 28, os espetáculos “Corpos Turvos” e "Reino dos bichos e dos animais, esse é o meu nome" serão encenados em sequência, sem intervalos. A duração será de uma hora e vinte e cinco minutos. Já na segunda-feira, dia 29, acontece a exibição de "Insanos e Beija-Flores a Dois Metros do Chão", com duração de uma hora e cinco minutos.

As apresentações têm entrada gratuita e começam sempre às 19h, com distribuição dos ingressos uma hora antes do espetáculo (não haverá distribuição digital). As peças são acessíveis em LIBRAS e audiodescrição e as apresentações acontecem de modo gratuito.

O elenco é composto de artistas como Ana Cláudia Viana, Jânia Santos, Marconi Araujo, Pablo Vieira, Rozeane Oliveira e do próprio coreógrafo René Loui. A produção executiva é de Arthur Moura.

O grupo vive um momento especial e prevê no segundo semestre várias novidades. “Estamos muito entusiasmados. Entraremos em circulação pelas unidades do Sesc em São Paulo. Vamos lançar a versão audiovisual do ‘Reino dos Bichos’, e um longa-metragem de ‘Insanos e Beija-Flores a Dois Metros do Chão’”, anuncia René, adiantando também a chegada de um livro onde vão poder deixar registrado o conceito de “Dança-Tragédia’, a metodologia que o grupo criou e que tanto tem despertado a curiosidade por onde se apresentam.

Sobre os espetáculos

“Corpos Turvos” propõe uma discussão, através da dança, sobre invisibilidade, desumanização, estigmatização e extermínio das pessoas pretas, LGBTQIAPN+, pessoas com deficiência, mulheres, indígenas, pessoas com HIV. Traz para cena corpos que muitas vezes são percebidos exclusivamente através de marcadores sociais.

"Reino dos bichos e dos animais, esse é o meu nome" volta a questionar a invisibilidade de alguns corpos na sociedade, porém trazendo novas discussões, sobre o que pode - ou não - ser considerado dança ou teatro. A obra é livremente inspirada na poesia e na vivência de Stella do Patrocínio, mulher preta que viveu por quase 30 anos em ambiente manicomial.

"Insanos e Beija-Flores a Dois Metros do Chão" propõe um debate sobre o pensamento eugênico e os limites entre a insanidade e a arte na sociedade. É uma obra ficcional que narra as perspectivas de seis diferentes indivíduos que vivem há sete anos encarcerados em um porão. O porão de uma casa conhecida como Hospício da Praia Vermelha. A linha coreográfica e dramatúrgica traz como referência a vida e obra de Arthur Bispo do Rosário.

Trilogia Dança-Tragédia, Coletivo CIDA

Teatro Alberto Maranhão

Dias 28 e 29 de abril

A partir das 19h

Ingressos gratuitos

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