Pesquisa inédita revela situação das comunidades tradicionais do RN
Natal, RN 24 de mai 2024

Pesquisa inédita revela situação das comunidades tradicionais do RN

13 de abril de 2024
4min
Pesquisa inédita revela situação das comunidades tradicionais do RN

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Alcoolismo, tráfico de drogas, moradia próxima a torres de alta tensão, falta de saneamento básico, fome. Esses são alguns dos problemas que enfrentam os povos e comunidades tradicionais do Rio Grande do Norte revelados em uma mapeamento inédito no estado sobre essas populações.

A pesquisa levantou as informações de 22 comunidades indígenas, 40 comunidades quilombolas, 30 famílias ciganas e 144 comunidades de matriz africana e ameríndia de terreiro. Foi um ano de trabalho de campo e entrevistas pela internet.

A realização do mapeamento é da Secretaria de Estado das Mulheres, da Juventude, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos (SEMJIDH), em parceria com a Fundação para o Desenvolvimento da Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado do Rio Grande do Norte (FUNCITERN). O relatório está disponível aqui.

O objetivo do diagnóstico é subsidiar a elaboração do Plano Estadual de Promoção da Igualdade Racial no Rio Grande do Norte - último plano realizado teve vigência de 2007 à 2011.

Para a coordenadora de Promoção de Políticas de Igualdade Racial, Giselma Omilé, o documento responde a uma demanda histórica das comunidades mapeadas. “É importante para tirar os territórios e as comunidades da invisibilidade. Informando quantos são, como vivem, onde vivem, como estão e quais são as suas necessidades”, diz a gestora.

Dentre as comunidades indígenas identificadas estão os Warao, de Mossoró, os Amarelão, de João Câmara, os Sagi Jacu, de Baía Formosa, os Aningas de Ceará-Mirim, os Tapuia Paiacu, de Apodi, os Banguê de Assu, os Mendonça, de Natal, entre outros.

Dos Quilombolas, há representantes de Ipanguaçu, Bom Jesus, Macaíba, Ielmo Marinho, Portalegre, Luiz Gomes, Arez, Currais Novos, Parelhas, Acari, Baraúnas e Angicos, só para citar alguns dos muitos municípios representados.

Segundo Giselma, de imediato se constata o quanto a questão do território é uma demanda primordial. “As demandas estão na área da saúde, da segurança, da educação, da assistência social, mas o que mais chama a atenção é a regularização e a demarcação dos territórios, como forma de garantia da permanência e continuidade das populações”, comenta. “E para avançarmos nessas demarcações e regularizações, se faz um esforço conjunto com o governo federal”.

Outro problema comum a basicamente todas as comunidades entrevistadas é a insegurança. Nesse sentido, Giselma cita ações já em adamento no Governo do Estado que podem ser fortalecidas, o departamento de proteção aos grupos em situação de vulnerabilidade e a delegacia especializada em crimes raciais, de intolerância e discriminação.

Porém, ações mais estruturadas só virão com a elaboração do Plano Estadual de Promoção da Igualdade Racial.

Confira abaixo as principais demandas por grupo pesquisado.

A pesquisa levantou informações de 22 comunidades indígenas, 40 comunidades quilombolas, 30 famílias ciganas e 144 comunidades de terreiro.
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