#EleNão: Milhões de mulheres unidas contra o fascismo vão às ruas dia 29
Natal, RN 23 de jun 2024

#EleNão: Milhões de mulheres unidas contra o fascismo vão às ruas dia 29

25 de setembro de 2018
#EleNão: Milhões de mulheres unidas contra o fascismo vão às ruas dia 29

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Mulheres de todo o país iniciaram a contagem regressiva para o protesto nacional marcado para o próximo sábado (29) contra o candidato da extrema-direita Jair Bolsonaro (PSL) e todo o retrocesso que ele representa.

Há manifestações marcadas em mais de 50 cidades brasileiras de 19 estados, além do Distrito Federal. Brasileiras residentes em oito países da América do Sul e da Europa também já confirmaram protestos.

Desde o dia 30 de agosto, foi criada no Brasil uma página no Facebook contra as declarações misóginas de Bolsonaro, que não apenas desvalorizam, mas também expressam interesse em retirar direitos das mulheres brasileiras.

O grupo, batizado de “Mulheres unidas contra Bolsonaro - Oficial” já reuniu mais de 3 milhões de adeptas em apenas 15 dias. Hoje, a repercussão do grupo ecoa para além das fronteiras brasileiras.

A ideia da manifestação é reunir mulheres nas ruas e protestar simultaneamente em todos os estados brasileiros e também no exterior, com ampla divulgação da mídia brasileira e internacional.

Os pensamentos misóginos e fascistas de Bolsonaro e do vice, general Hamilton Mourão, são a personificação mais recente da intolerância e do autoritarismo no Brasil. Em muitos pronunciamentos públicos, os candidatos subjugaram as mulheres, os LGBTs, os negros e os pobres, além de minimizarem a relevância que os debates coletivos e democráticos possuem para a defesa da Constituição brasileira.

Até o momento, a estratégia das mulheres foi a de estimular o voto livre no primeiro turno e de debater, no segundo turno, uma possível articulação coletiva, de forma a votarem em um só candidato para, com isso, evitar a vitória daquele que rejeitam. Por isso, nas redes sociais, é comum encontrar hashtags intituladas “Elenão”, “Elejamais”, “Ocoiso” e “Elenunca”, que tem participação de celebridades, como Patrícia Pilar, Sasha, Claudia Raia, Daniela Mercury, Annita, Marília Mendonça, Maria Ribeira, entre outras artistas.

Concentração em Natal será às 15h, ao lado do Midway Mall

Na capital potiguar, as mulheres articulam o movimento do próximo sábado, a partir das 15h, no cruzamento das avenidas senador Salgado Filho e Bernardo Vieira, ao lado do shopping Midway Mall. Até fechamento desta matéria, dez mil pessoas já haviam confirmado presença no ato através do Facebook, mas os números são imprecisos.

O intuito é levar às ruas a expressão cidadã e artística das mulheres contra a intolerância, o ódio e a violência de gênero. O movimento quer demonstrar a força da unidade e da resistência feminina contra toda e qualquer forma de opressão e preconceito. O lema das potiguares não difere do que está no sendo amplificado no Brasil pelas mulheres: “À luta para derrotar o ódio e pregar o amor!”

As divergências entre Bolsonaro e as mulheres formam uma lista que não para de crescer. O capitão do Exército tem um histórico de ofensas e até agressão contra as mulheres. As ideias misóginas e machistas do candidato do PSL são públicas e atingem outras minorias sociais, a exemplo de negros e LGBTs.

O candidato do PSL é autor da lei que acaba com a obrigatoriedade do SUS de prestar atendimento à mulheres vítimas de abuso sexual. Esse é um dos dois únicos projetos de Jair Bolsonaro como deputado federal pelo Rio de Janeiro.

Repercussão

Feminicídio matou quase 80 mulheres em quatro anos no RN

A misoginia de Jair Bolsonaro começou a ter mais repercussão em 2014, quando em plenário da Câmara disse à deputada federal Maria do Rosário (PT) que ela “não merecia ser estuprada”. E explicou numa entrevista porque pensava assim: “muito feia; não faz meu tipo”.

Os ataques às mulheres fazem parte da postura do candidato. Bolsonaro chegou a chamar a ex-presidenta Dilma Rousseff de homossexual, em tom de ofensa - “se teu negócio é amor com homossexual, assuma” – e também fez críticas ofensivas por Dilma indicar uma mulher que ele definiu como “sapatona” para a Secretaria de Políticas para Mulheres.

A misoginia de Bolsonaro é aparente até quando ele fala da própria filha. Já declarou em abril de 2017: "Tenho cinco filhos. Quatro foram homens e na quinta dei uma fraquejada.", diminuindo o valor da própria filha, por ser mulher.

Diante de muitas declarações do candidato, milhões de mulheres no Brasil estão em protesto lutando contra sua candidatura por entender que o militar é uma ameaça a seus direitos.

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