OPINIÃO

Sobre justiça

Depender da Justiça nesse país, aquela senhora com J maiúsculo mesmo que cada vez mais está esquecida e desvalorizada vide a Vaza Jato, é sempre doloroso.

Nada mais clichê…

E quando é para se tratar de casos de racismo então, aí que é pra lascar. Quase nada é julgado como racismo. No máximo uma injúria racial e olhe lá.

Dito isto, então é mais do que válido destacar a derrota que a Rede Record sofreu, após 15 anos de batalha nos tribunais.

A emissora da Igreja Universal do Reino de Deus passou semana passada, após firmar um acordo, quatro programas que são o direito de resposta pelos ataques às religiões de matriz africana na grade da TV. As ofensas contra o candomblé e a umbanda eram concentradas principalmente nos “telecultos”, nas “sessões de descarrego” e afins, referindo-se às religiões como “encosto demônio”, “bruxaria”, “feitiçaria” e “espírito do mal”.

Em 2004 o Ministério Público Federal, em conjunto com o Instituto Nacional de Tradição e Cultura Afro-Brasileira (Itecab) e o Centro de Estudos das Relações de Trabalho e da Desigualdade (CEERT), provocou o Judiciário e a condenação, por racismo institucional, só saiu no Tribunal Regional Federal da 3ª Região em abril do ano passado.

Mas, como nem tudo é tão fácil assim, o acordo feito pela emissora de propriedade do bispo Edir Macedo reduziu de 8 para 4 os programas, que estão passando em horários impraticáveis, como 2h30 da madrugada. Por isso, é mais do que necessário compartilhar os vídeos, como o que está no link abaixo.

E, acima de tudo, RESPEITO AO POVO DE AXÉ!

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