Estação do Cordel debate racismo e intolerância religiosa na Praça Padre João Maria, no Centro Histórico de Natal
Natal, RN 24 de abr 2024

Estação do Cordel debate racismo e intolerância religiosa na Praça Padre João Maria, no Centro Histórico de Natal

31 de agosto de 2023
3min
Estação do Cordel debate racismo e intolerância religiosa na Praça Padre João Maria, no Centro Histórico de Natal

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Diante das violências recentes, como o assassinato da yalorisá Bernadete, na Bahia, um crime de racismo e de intolerância religiosa, e a agressão de um policial militar que bateu no rosto de um jovem que participava da Batalha Clandestina, organizada pelo Hip Hop potiguar, a Estação do Cordel mobilizou um debate na tarde desta quinta (31), a partir das 15h30, na Praça Padre João Maria, no bairro da Cidade Alta, que faz parte do Centro Histórico de Natal.

O grupo, que já se reúne na praça semanalmente, todas as quartas, a partir das 17h, decidiu mobilizar o debate nesta quinta sobre esses dois casos. Nesta quinta a programação começa às 15h30 com debate, segue com cortejo e apresentação cultural até às 19h, com Batuque na Praça.

No último dia 26, um grupo de policiais militares invadiu uma batalha de hip hop de Mc’s no Conjunto Gramoré, na Zona Norte de Natal, e um deles bateu no rosto de um dos jovens que participava do evento, que era uma das 16 seletivas programadas para ocorrer em 11 municípios do Rio Grande do Norte para a final nacional, que será realizada em novembro, em Minas Gerais. Em uma resposta rápida ao ocorrido, no dia 28 o Governo do Estado reuniu artistas e representantes de diferentes secretarias, inclusive, o Secretário de Segurança Pública, o Cel. Francisco Araújo.

A partir do encontro foram acertados três pontos: 1º: a celeridade na apuração e punição dos agentes que exerceram abuso de autoridade na Batalha Clandestina, garantindo a segurança das vítimas e testemunhas; 2º: formulação coletiva de uma Nota Técnica que influenciará nos procedimentos da PM-RN em relação às batalhas, garantindo os direitos humanos; 3º: e a publicação de uma cartilha para orientar os policiais durante as abordagens.

Já Maria Bernadete Pacífico, yalorixá e ex-secretária de Promoção da Igualdade Racial de Simões Filho (BA), foi assassinada no dia 17 de agosto. A yalorixá  teve o terreno invadido e os criminosos fizeram ela e mais alguns familiares de reféns. Bernardete, que era líder do Quilombo Pitanga dos Palmares, na Bahia, foi executada a tiros. Há seis anos, o filho dela, Flávio Gabriel Pacífico dos Santos (Binho do Quilombo), liderança quilombola da comunidade Pitanga dos Palmares, também foi assassinado e o crime, até hoje, não foi esclarecido.

Para participar do debate na Praça Padre João Maria, em Natal, é só chegar junto!

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