RN teve mais de 180 mil benefícios cortados por falta de dados em 2023
Natal, RN 29 de fev 2024

RN teve mais de 180 mil benefícios cortados por falta de dados em 2023

14 de janeiro de 2024
2min
RN teve mais de 180 mil benefícios cortados por falta de dados em 2023

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O Rio Grande do Norte teve 183.951 benefícios do Bolsa Família cortados ao longo de 2023 depois de uma revisão dos cadastros realizada pelo governo federal entre os meses de março e dezembro do ano passado. Em todo o país, foram 8,4 milhões de famílias.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), os cortes foram efetuados em cadastros que apresentavam inconsistência nas informações. A preocupação é corrigir distorções dessas matrículas no Cadastro Único (Cadúnico), que serve de porta de entrada para vários benefícios concedidos pelo governo federal.

Ao todo, o Brasil tem 21 milhões de famílias que recebem o benefício, sendo que 9,4 milhões estão no Nordeste e 6,2 milhões no Sudeste. Do total, 8.423.205 de famílias tiveram o Bolsa Família cortado em todo o país, sendo as regiões do Nordeste (3.762.332) e Sudeste (3.023.165) as mais afetadas, segundo dados obtidos pelo portal Metrópoles através da Lei de Acesso à informação.

No Nordeste, o Rio Grande do Norte foi o estado com menor número de cortes, num total de 183.951 benefícios suspensos. Na sequência, aparecem os estados da Bahia (1.091.646), Pernambuco (733.182), Ceará (547.291), Maranhão (342.583), Paraíba (253.897), Piauí (220.506), Alagoas (201.515) e Sergipe (187.761).

Um relatório emitido pela Controladoria Geral da União (CGU) identificou irregularidades no Auxílio Brasil, nome dado ao Bolsa Família durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro. A análise dos cadastros foi iniciada em março de 2023, já durante o terceiro governo Lula.

Entre as principais inconsistências identificadas pela CGU está o aumento de famílias de uma única pessoa. A CGU apontou que o número de famílias com esse tipo de formação cresceu 55%, passando de 15 milhões para 22 milhões entre outubro de 2021 e dezembro de 2022. Os dados obtidos pelo portal Metrópoles apontam que dos 8,4 milhões de benefícios cortados, 7,1 milhões eram, justamente, de famílias formadas por uma única pessoa (unipessoais).

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