Ufersa suspende calendário acadêmico nesta segunda (10)
Natal, RN 20 de jun 2024

Ufersa suspende calendário acadêmico nesta segunda (10)

10 de junho de 2024
4min
Ufersa suspende calendário acadêmico nesta segunda (10)
Ufersa I Foto: Eduardo Mendonça

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O calendário acadêmico da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa), está suspenso a partir desta segunda-feira (10), conforme a decisão do Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe) publicada hoje. A decisão, tomada em  reunião extraordinária, acontece depois dos docentes da instituição aderirem a greve dos professores que também começou nesta segunda (10).

A decisão da suspensão é válida para os níveis de graduação, com o Consepe decidindo pela manutenção do calendário acadêmico dos cursos de pós-graduação e também internato de medicina, que manterão as atividades. Já em relação ao funcionamento da biblioteca da Universidade, o funcionamento ficará restrito a sala de estudos, que passa a funcionar em horário especial: de segunda a sexta-feira, no horário das 7h da manhã às 22h e, no sábado, das 7h às 12h, atendendo a sugestão da direção do Sistema de Biblioteca da Ufersa.

A Ufersa afirmou ainda que a decisão da suspensão do funcionamento dos restaurantes universitários será tomada após reunião com a Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proae), que vai acontecer na tarde desta segunda (10).

Entenda a greve

Aderindo ao movimento paredista nacional das instituições federais de ensino, os professores da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa) aprovaram greve geral em assembleia ao final da tarde da última terça-feira (04). 

Na Ufersa, os servidores técnico-administrativos já estão em greve desde o dia 11 de março e a adesão à greve das universidades federais no Rio Grande do Norte faz parte de um movimento nacional de luta pela educação, que também já conta com a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e o Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) no estado potiguar.

Andes

A Adufersa é filiada ao Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições do Ensino Superior (Andes), que aguarda agora negociação com o Ministério da Educação (MEC) em duas reuniões agendadas para os dias 11 e 14 de junho. 

Em contraproposta apresentada ao governo federal, o grupo admite reajuste de 0% este ano, mas com recomposição das perdas salariais de 3,69% em agosto de 2024, 9% em janeiro de 2025 e 5,16% em maio 2026; além de cumprimento de outros pontos de pauta: como a garantia de paridade entre ativo(a)s e aposentados(as) e o reenquadramento dos(as) aposentados(as) na carreira na posição relativa ao momento de suas aposentadorias. Além disso, a aplicação de reajustes salariais lineares, sem revisão dos chamados “steps”; a instituição de uma mesa de negociação permanente para discussão ampla da carreira, na perspectiva da alteração da situação de desestruturação vivida hoje, também são pontos da pauta.

A contraproposta defende, ainda, a criação da mesa nacional permanente da educação para discussão do orçamento, recomposição orçamentária para as Instituições Federais de Educação (IFEs) no patamar mínimo de R$2,5 bilhões em 2024, tendo como horizonte o restabelecimento dos investimentos de verbas de uso discricionário segundo os de 2016, com as correções inflacionárias, bem como manutenção dos pisos constitucionais da saúde e educação.

De acordo com o Andes, já são mais de 60 universidades federais em greve no país.

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