Em plebiscito, professores da UFRN reafirmam manter greve
Natal, RN 16 de jun 2024

Em plebiscito, professores da UFRN reafirmam manter greve

31 de maio de 2024
3min
Em plebiscito, professores da UFRN reafirmam manter greve
Reitoria da UFRN I Foto: Cicero Oliveira

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Com maioria de 56,95% dos votos, os professores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) decidiram, em plebiscito, manter a greve iniciada em 22 de abril. O resultado foi divulgado no final da tarde desta sexta (31) na página da Associação dos Docentes da UFRN (Adurn-Sindicato).

Dos 2.392 docentes aptos, 1.826 votaram. Desse total, 1.040 votaram a favor da continuidade da greve e 741 (40,58%) votaram contra a paralisação e por aceitar a proposta do governo federal para encerrar a greve.

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A votação por meio de plebiscito colocada pela Adurn-Sindicato foi questionada pela categoria e classificada como “antidemocrática” devido à falta de debate. Tradicionalmente, antes das votações são realizadas assembleias, quando são expostos os argumentos das diferentes partes, o que não ocorreu desta vez.

"Independente do resultado, continuamos afirmando que esse plebiscito, em específico, se constituiu de forma antidemocrática. Já denunciamos antes dele acontecer, não é porque o resultado foi favorável aos que defendiam a greve que nós mudamos de opinião. O plebiscito foi antidemocrático porque impediu os professores de debaterem seus argumentos. Importante que o plebiscito NÃO contou com a votação dos aposentados, porque eles são impedidos pelo estatuto do sindicato de votar, o que é uma profunda incoerência. Se os aposentados pudessem ter votado, provavelmente, a votação pela continuidade da greve teria sido muito mais expressiva", comentou o professor César Sanson, do Departamento de Ciências Sociais da UFRN.

O plebiscito foi realizado nos dias 29, 30 e 31 de maio. Para a próxima segunda-feira (03), o Conselho de Representantes da ADURN-Sindicato vai se reunir com o comando de greve para discutir os próximos passos da mobilização.

A votação na UFRN foi iniciada na mesma semana em que a Federação de Sindicatos de Professores e Professoras de Instituições Federais de Ensino Superior e de Ensino Básico Técnico e Tecnológico (Proifes-Federação) assinou um acordo com o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI). Os professores, porém, se manifestaram contra o acordo e chegaram a mobilizar um abaixo-assinado pela desfiliação do Adurn-Sindicato à Proifes.

Imagem: reprodução Adurn Sindicato

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