Em plebiscito, professores da UFRN reafirmam manter greve
Com maioria de 56,95% dos votos, os professores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) decidiram, em plebiscito, manter a greve iniciada em 22 de abril. O resultado foi divulgado no final da tarde desta sexta (31) na página da Associação dos Docentes da UFRN (Adurn-Sindicato).
Dos 2.392 docentes aptos, 1.826 votaram. Desse total, 1.040 votaram a favor da continuidade da greve e 741 (40,58%) votaram contra a paralisação e por aceitar a proposta do governo federal para encerrar a greve.
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A votação por meio de plebiscito colocada pela Adurn-Sindicato foi questionada pela categoria e classificada como “antidemocrática” devido à falta de debate. Tradicionalmente, antes das votações são realizadas assembleias, quando são expostos os argumentos das diferentes partes, o que não ocorreu desta vez.
“Independente do resultado, continuamos afirmando que esse plebiscito, em específico, se constituiu de forma antidemocrática. Já denunciamos antes dele acontecer, não é porque o resultado foi favorável aos que defendiam a greve que nós mudamos de opinião. O plebiscito foi antidemocrático porque impediu os professores de debaterem seus argumentos. Importante que o plebiscito NÃO contou com a votação dos aposentados, porque eles são impedidos pelo estatuto do sindicato de votar, o que é uma profunda incoerência. Se os aposentados pudessem ter votado, provavelmente, a votação pela continuidade da greve teria sido muito mais expressiva“, comentou o professor César Sanson, do Departamento de Ciências Sociais da UFRN.
O plebiscito foi realizado nos dias 29, 30 e 31 de maio. Para a próxima segunda-feira (03), o Conselho de Representantes da ADURN-Sindicato vai se reunir com o comando de greve para discutir os próximos passos da mobilização.
A votação na UFRN foi iniciada na mesma semana em que a Federação de Sindicatos de Professores e Professoras de Instituições Federais de Ensino Superior e de Ensino Básico Técnico e Tecnológico (Proifes-Federação) assinou um acordo com o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI). Os professores, porém, se manifestaram contra o acordo e chegaram a mobilizar um abaixo-assinado pela desfiliação do Adurn-Sindicato à Proifes.

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