DEMOCRACIA

Oligarquia de volta? Família Alves terá cinco candidatos na eleição deste ano

Se a eleição de 2018 foi marcada pelo fracasso nas urnas de nomes das famílias Alves e Maia, oligarquias que dominaram a política potiguar nos últimos 70 anos, o pleito de 2022 pode marcar a ressurreição de pelo menos uma delas, a Alves.

Em 2018 a família (que já ocupou todos os espaços políticos eletivos possíveis no Estado) elegeu apenas Walter Alves (MDB) deputado federal e Felipe Alves (hoje no União Brasil) vereador em Natal. Garibaldi Alves Filho (MDB) amargou derrota para o Senado enquanto Carlos Eduardo (PDT) perdeu no segundo turno o Governo para Fátima Bezerra (PT).

Neste ano todos os quatro estarão postulando mandatos e, desta vez, com boas chances de vitória para alguns, tendo ainda o acréscimo de Henrique Eduardo Alves (ex-MDB hoje no PSB) que em 2018 enfrentava problemas judiciais e desgaste político e não saiu candidato. Portanto, cinco Alves tentarão convencer o eleitorado que merecem continuar na vida pública.

Walter Alves deverá ser candidato a vice-governador na chapa de Fátima Bezerra (PT), que lidera todas as pesquisas de intenção de voto. Garibaldi tentará “herdar” a cadeira na Câmara Federal ocupada pelo filho Walter. Carlos Eduardo também está na chapa de Fátima, como pré-candidato ao Senado e lidera todas as pesquisas já realizadas. Henrique Alves, praticamente “expulso” do MDB por Garibaldi e Walter, migrou para o PSB de Rafael Motta e tentará voltar à Câmara Federal que já presidiu. Felipe, sobrinho de Henrique, Garibaldi e Carlos, tenta vaga na Assembleia Legislativa longe dos outros Alves, ligado politicamente a Paulinho Freire.

Tanto Walter como Garibaldi e Carlos têm chances reais de se eleger. O que deixará a família com um vice-governador, um senador e um deputado federal. Se Henrique for eleito, os Alves voltam a ter dois representantes na Câmara Federal, o que já aconteceu com o próprio Henrique junto com a irmã Ana Catarina e depois fazendo dobradinha com Walter.

Mas algumas nuances são verificadas. Uma delas é que Garibaldi e Henrique disputam o mesmo eleitorado, o cacife eleitoral “bacurau” e nos tempos atuais é improvável que esse legado eleja dois federais. Outra nuance é que embora primos, Carlos politicamente tem diferenças com Garibaldi e Henrique há duas décadas, portanto tendo planos políticos à revelia da família, embora seja um Alves. Apesar das diferenças, os primos se apoiaram mutuamente em diversas campanhas, mas sem jamais voltarem a militar no mesmo partido ou no mesmo grupo familiar.

Já Felipe, tem chances de se eleger deputado estadual dependendo do desempenho do União Brasil e do quociente eleitoral que mostará quantos parlamentares o partido conseguirá fazer.

Clique para ajudar a Agência Saiba Mais Clique para ajudar a Agência Saiba Mais
Artigo anteriorPróximo artigo