Cresce disputa pela FJA; confira o que defendem apoiadores de Crispiniano Neto e de Mary Land
Natal, RN 26 de mai 2024

Cresce disputa pela FJA; confira o que defendem apoiadores de Crispiniano Neto e de Mary Land

28 de dezembro de 2022
4min
Cresce disputa pela FJA; confira o que defendem apoiadores de Crispiniano Neto e de Mary Land

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Mais um capítulo na novela de sucessão na Fundação José Augusto (FJA). Após a carta aberta assinada por mais de 200 artistas e produtores culturais, pedindo a nomeação de Mary Land Brito para a pasta, um outro grupo da cultura lançou uma petição online, direcionada à governadora Fátima Bezerra (PT), na qual constam mais de 300 nomes que defendem a permanência de Crispiniano Neto na FJA. 

No documento, os artistas, produtores culturais, escritores e livreiros destacam “o legado” do dirigente. Para eles, apesar de todos os desafios impostos pela pandemia da Covid-19 e pelo cenário político de esvaziamento da Cultura no governo federal, Crispiniano conseguiu investir nas Casas de Cultura do interior do estado, abriu espaço para os artistas populares e dialogou “sem restrições” com todos os setores da sociedade.

Sob sua responsabilidade, destaca o texto, foram lançados 11 editais da Lei Aldir Blanc e outros 10 com orçamento estadual. Além disso, com a reconstrução e entrega de equipamentos culturais, o Teatro Alberto Maranhão, por exemplo, já recebeu 186 espetáculos em 8 meses, com um público de 75 mil pessoas e 3 mil visitas guiadas, segundo a petição assinada por 310 pessoas.

No atual cenário, favorável às artes e à educação, Crispiniano Neto é o gestor experiente que o RN precisa para gerir o Plano Estadual de Cultura, marco importante deste governo. Por fim, é importante que um governo democrático decida, considerando as necessidades e interesses dos seus governados. Nesse sentido é que assinamos esta petição manifesta”, finaliza o documento. 

O que defende cada lado

Em entrevista à Agência SAIBA MAIS, a escritora, professora e pesquisadora Kalina Paiva, uma das articuladoras da petição em prol da recondução de Crispiniano Neto para a Fundação José Augusto, falou sobre os motivos que levaram o grupo a produzirem o abaixo-assinado. Segundo ela, mesmo com toda a conjuntura adversa a nível orçamentário, político e pandêmico, o diretor-geral da FJA conseguiu realizar uma boa gestão.

Se com pouco orçamento ele conseguiu entregar equipamentos culturais, promover feiras literárias e dialogar com o pessoal do interior, penso que neste momento, em que a gente tem ventos favoráveis no governo federal, alinhado ao estadual, precisamos dar oportunidade para ver o que ele consegue fazer agora”, disse Kalina, que também integra coletivos literários.

Sem criticar a indicação de Mary Land, a quem descreveu como “uma pessoa espetacular, competente”, a escritora destacou o fato de Crispiniano ser cordelista e vir da cultura popular. Além disso, de acordo com ela, ele é “um gestor sensível, que faz uma gestão participativa e realiza uma escuta qualificada” da classe artística e cultural, especialmente do interior do estado.

Mas para Babi Baracho, produtora audiovisual e uma das responsáveis pela carta aberta em defesa de Mary Land Brito para a FJA, a atuação da professora, em mais de 20 anos como gestora e produtora, a credencia para comandar a Cultura no RN. Além disso, foi coordenadora de Informação e chefe de gabinete da Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, do Ministério dos Direitos Humanos no governo Dilma.

Como amiga pessoal, sei que Mary Land acredita no poder transformador da cultura e da educação, no poder do diálogo e na construção de políticas públicas coletivas e inclusivas. Mary é uma grande líder! E exerce isso em todos os seus trabalhos com muita responsabilidade, cuidado e paixão”, disse Babi.

A produtora audiovisual avalia que Crispiniano Neto fez um bom trabalho na FJA e esteve aberto ao diálogo com a classe, enfrentando dificuldades, mas, segundo ela, conseguindo desenvolver muitas ações, gerir os equipamentos, além da administração da Lei Aldir Blanc. Contudo, acredita que a Fundação José Augusto precisa se modernizar.

Vejo a formação de hoje da FJA como ultrapassada em vários aspectos. Precisamos de um gestor que traga uma nova visão da cultura, uma nova roupagem, modernização de mecanismos e práticas culturais. E ter essa oportunidade com uma mulher, sabendo que a FJA possui pouquíssimas mulheres, é algo importante demais”, defendeu.

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