Fuga em Mossoró: Servidores são investigados após falhas na vigilância
Natal, RN 24 de mai 2024

Fuga em Mossoró: Servidores são investigados após falhas na vigilância

31 de março de 2024
2min
Fuga em Mossoró: Servidores são investigados após falhas na vigilância
Deibson Cabral Nascimento é conhecido como “Tatu”, e Rogério da Silva Mendonça, como "Martelo” | Imagens: divulgação

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Os dois fugitivos da penitenciária federal de Mossoró ficaram ao menos 30 dias sem receber revistas nas celas, procedimento que deveria acontecer diariamente. É o que aponta uma investigação preliminar sumária (IPS) realizada pela corregedoria da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), revelada pelo jornal Folha de S. Paulo.

Segundo a Folha, a fuga é apresentada no documento como resultado de uma sequência de falhas de procedimento. A IPS concluiu preliminarmente que não houve conivência.

A corregedoria da Senappen abriu investigação contra 10 servidores do presídio, incluindo o chefe de segurança, o diretor da unidade, seis chefes de plantão e dois servidores das torres 3 e 4, que supostamente teriam visão sobre a área de onde os presos fugiram.

De acordo com a investigação, a falta de revistas diárias nas celas permitiu que os servidores que trabalham na unidade não conseguissem perceber o buraco que os dois presos estavam fazendo na luminária.

Ainda segundo a Folha, na IPS não foi possível determinar exatamente quanto tempo os fugitivos levaram para abrir o buraco, mas a estimativa é de três a quatro dias.

Deibson Cabral Nascimento, 34, chamado de Tatu ou Deisinho, e Rogério da Silva Mendonça, 36, conhecido como Martelo, escaparam da Penitenciária Federal de Mossoró em 14 de fevereiro, quarta-feira de Cinzas, em uma fuga inédita registrada no Sistema Penitenciário Federal (SPF). Desde então, pistas já foram identificadas e pessoas suspeitas de ajudar os dois fugitivos do lado de fora foram presas, mas a dupla segue sem ser recapturada.

Agentes da Força Nacional também foram enviados a Mossoró, mas os trabalhadores desta equipe foram encerrados nesta sexta-feira (29).

Procuramos a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) para confirmar as informações reveladas pela Folha de S. Paulo, mas não obtivemos retorno até o fechamento desta matéria.

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