Ato de servidores rechaça proposta de reajuste zero do Governo Fátima
Natal, RN 24 de mai 2024

Ato de servidores rechaça proposta de reajuste zero do Governo Fátima

8 de abril de 2024
3min
Ato de servidores rechaça proposta de reajuste zero do Governo Fátima

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Servidores da administração direta e indireta, aposentados e pensionistas, vão sair às ruas nesta terça-feira (9) em ato contra a proposta do Governo do RN de reajuste zero dos salários. O ato unificado com todas as categorias começa às 9h, em frente a Vice-Governadoria, e vai até a frente da sede do Governo, no Centro Administrativo.

Coordenadora do SindSaúde, Rosália Fernandes  afirma que a proposta de reajuste zero do Governo “é um deboche com os servidores”.

“Tivemos uma audiência em março onde nos foi oferecido zero de recomposição em 2024. O mesmo já tinha acontecido em 2023. Segundo o governo, só haverá reajuste em 2025, mas se houver aumento de 7,2% da receita líquida do Estado. Enquanto isso, secretários do estado e procuradores ganharam aumento”, comenta Rosália. “Isso é um deboche”

Segundo o SINSP (Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público da Administração Direta do Estado do Rio Grande do Norte), só no Governo Fátima os servidores acumulam uma perda salarial de 29,52%, por isso pedem a recomposição desse percentual para ter, pelo menos, o mesmo poder de compra que tinham em 2019. 

Greve na Saúde permanece

Iniciada no dia 3 de abril, a greve dos servidores estaduais da Saúde chega ao quinto dia de paralisação. Além da reposição salarial, os servidores também reivindicam a convocação do cadastro de reserva, um novo concurso público e também denunciam o desabastecimento de insumos e medicamentos nos hospitais estaduais, além da sobrecarga de trabalho e do déficit de profissionais.

“Há anos solicitamos ao governo dados sobre o déficit de funcionários na Saúde e não nos é informado. O que sabemos é que existem quase 3 mil funcionários com contratos temporários, e outros de vários de cooperativas”, explica Rosália Fernandes, do SindSaúde. “A terceirização antes não podia ser na atividade fim. Hoje vemos funcionários de cooperativas trabalhando em todos os hospitais”

Segundo o calendário grevista, na próxima sexta-feira (12), às 9h, está prevista uma nova assembleia entre os servidores para definir os rumos da greve. Antes, na quarta (10), a partir das 9h, haverá ações informativas no Alecrim, e ato no Hemonorte na quinta (11), também a partir das 9h.

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