Natália Bonavides defende movimentos de greve na Educação Superior
Natal, RN 25 de mai 2024

Natália Bonavides defende movimentos de greve na Educação Superior

11 de abril de 2024
4min
Natália Bonavides defende movimentos de greve na Educação Superior
Foto: Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados

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A deputada federal Natália Bonavides (PT) defendeu, na tribuna da Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira (10), os movimentos paredistas na educação. No Rio Grande do Norte, os técnico-administrativos da Ufersa e UFRN estão em greve, assim como todos os servidores do IFRN — que suspendeu o calendário acadêmico em razão da paralisação. Os trabalhadores cobram principalmente o reajuste salarial.

Segundo a parlamentar, os servidores das instituições federais de ensino estão se mobilizando para fazer aquilo que o presidente Lula (PT) falou que precisava ser feito.

“Quando Lula anunciou o fim do trabalho da equipe de transição, no final de 2022, ele disse ao país que era preciso que a população cobrasse, e isso inclusive foi reiterado por ele em uma entrevista que ele deu no início desse mês, porque cobrar é ajudar o governo a achar caminhos. Então um governo que é liderado por um sindicalista, um partido que é dos trabalhadores, sabe muito bem a importância da greve pra conquistas de direitos”, afirmou.

“Por isso, eu quero registrar o nosso apoio e o reconhecimento da legitimidade das greves que estão ocorrendo nos institutos federais, como o IFRN, em universidades federais como a UFRN, porque é a organização de trabalhadores e trabalhadoras que pode fazer, por exemplo, que a maior categoria de servidores do executivo federal como os técnico-administrativos em educação deixe de ser a carreira mais desvalorizada do serviço público”, reivindicou a deputada e pré-candidata à Prefeitura de Natal.

Marcha de servidores em 3 de abril, em Natal | Foto: Sintest-RN

“Só a organização de trabalhadoras e trabalhadores vai poder fazer inclusive com que a pressão de determinados setores aqui do Congresso, pelo controle do orçamento, que ela seja revertida pra assim a gente acabar com o sufocamento orçamentário das instituições federais de ensino”, disse.

Reunião com o governo

O governo federal recebeu nesta quarta (10) à tarde os representantes de entidades e centrais sindicais para mais uma rodada da Mesa de Nacional de Negociação Permanente (MNNP).

O Executivo manteve a proposta inicial de reajuste salarial zero para o funcionalismo público federal em 2024 e apresentou uma proposta de aumento no auxílio alimentação, que é de R$ 658, para R$ 1000, além de um reajuste de 51% no valor per capita da Saúde Suplementar, considerando a faixa de idade e renda do servidor, e um reajuste no valor da assistência pré-escolar de R$ 321,00 para R$ 484,90. 

O governo também indicou que as negociações relativas à estruturação de carreiras e de remuneração serão efetuadas nas mesas específicas das categorias, que deverão ser instaladas na totalidade até o mês de julho de 2024. Afirmou ainda que, caso alguma categoria entre em greve, as negociações setoriais serão paralisadas. As entidades pediram a retirada desta cláusula da proposta de acordo, mas o governo não cedeu. Além disso, o governo esclareceu que não haverá a aplicação do reajuste linear.

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