Forró deve ser reconhecido como patrimônio imaterial da cultura nacional
Natal, RN 25 de jun 2024

Forró deve ser reconhecido como patrimônio imaterial da cultura nacional

12 de junho de 2018
Forró deve ser reconhecido como patrimônio imaterial da cultura nacional

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O Forró está muito próximo de ser reconhecido como Patrimônio Imaterial da Cultura Nacional. A Associação Cultural Balaio Nordeste encaminhou ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) o pedido de registro das Matrizes do Forró como Patrimônio Cultural do Brasil e, desde 2011, a entidade vem realizando fóruns estaduais com objetivo de mobilizar os forrozeiros e promover espaços para o debate das questões pertinentes ao pedido.

Os natalenses terão a oportunidade de participar do debate na próxima quinta-feira (14), quando uma audiência pública será realizada no auditório da Assembleia Legislativa. Os encontros nos Estados estão sendo promovidos pela Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR), presidida pela senadora Fátima Bezerra (PT).

O debate no Rio Grande do Norte contará com a presença da presidente da Associação Cultural Balaio Nordeste, Joana Alves; de representante do Ministério da Cultura; além de senadores, deputados federais e estaduais, secretários de culturas, prefeitos e vereadores. Os artistas Roberto do Acordeon, Iranilda Santana (Deusa do Forró) e Carol Benigno também confirmaram presença.

Segundo Fátima, o reconhecimento do forró como Patrimônio Imaterial Brasileiro garantirá a valorização dos artistas, das festas juninas e do turismo, principalmente na região do Nordeste. "O forró é uma das expressões populares e mais expressiva da população brasileira. É importante preservar essa a memória", defendeu.

Para o coordenador de projetos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) Deyvesson Israel Alves, além do reconhecimento popular, é fundamental que sejam identificadas as matrizes tradicionais do forró para que se possa creditar o registro. “Após o processo, um dossiê é produzido, com a descrição do valor nacional do forró e a identificação da comunidade de forrozeiros. O registro é importante para que a gente possa incluir o forró nas políticas públicas e salvaguardar esse patrimônio. Contamos com a colaboração dos parlamentares na apresentação de emendas para continuar o estudo, que fica em torno de R$1,3 milhão”, destacou Alves.

Ainda estão previstas mais quatro audiências públicas em outros Estados antes da confirmação do título.

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