TRANSPARÊNCIA

Gás de cozinha pode custar até R$ 113 em Natal, aponta pesquisa do Procon

Uma pesquisa realizada no dia 20 de dezembro pelo Procon Natal apontou que o preço do gás de cozinha pode chegar a até R$ 113 em Natal. A média do botijão de GLP fica em torno dos R$ 108 e o menor preço sai por R$ 100, se for pago à vista. A variação entre o maior e o menor preço é de 13%.

Somente em 2021, o botijão de gás de cozinha teve 18 reajustes, o que resultou numa alta acumulada de 47,84%. A pesquisa foi realizada nos bairros: Potengi, Pajuçara, Igapó, Nossa senhora da Apresentação, Rocas, Neópolis, Ponta Negra, Pitimbu, Cidade Alta, Mãe Luíza, Nova Descoberta e Quintas, distribuídos nas quatro regiões da capital potiguar.

Os pesquisadores até encontraram diferença de preço de acordo com a forma de pagamento em alguns locais. No entanto, em 42,85% dos estabelecimentos de venda de botijão de gás, os preços são iguais tanto à vista como no cartão, e a maioria desses estabelecimentos estão na zona sul de Natal. Na zona norte, o desconto é maior para quem paga à vista e no dinheiro. Todos os estabelecimentos pesquisados praticavam preço maior no cartão. De maneira geral, no cartão a média de preço é de R$ 110,76, sendo R$ 105,00 o menor e R$ 115,00 o maior preço encontrado pelo botijão de gás de cozinha. Ainda de acordo com o Procon Natal, os melhores preços estão na região norte, sendo a sul identificada como a mais cara.

Assim como a gasolina e o diesel, o preço do gás de cozinha tem relação com a política de preços adotada pela Petrobras no governo de Jair Bolsonaro (PL), que aplica valores de importação sobre os derivados de petróleo, mesmo que eles tenham sido produzidos no Brasil, o que faz com que os preços fiquem mais caros e incompatíveis com a renda média do brasileiro. Em 2002, o preço do botijão de 13 kg do gás de cozinha era de R$ 28,05, passou para R$ 38,30 em 2010, R$ 53,38 em 2016 e R$ 68,77 em 2018.

Natal mais desigual

Pesquisa da Fundação Getúlio Vargas divulgada nessa última quinta (23) apontou que o Natal de 2021 será o mais desigual desde quando a pesquisa começou a ser realizada, no ano de 2007.

Entre os parâmetros avaliados, está a diferença de poder de compra entre as famílias de menor e maior poder aquisitivo. Um sinal da desigualdade social e distribuição de renda do país está na intenção de compra dos que ganham até R$ 4,8 mil e os que possuem renda acima desse valor, que chegou a uma diferença 44,4 pontos, a maior dos últimos 14 anos.

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