DEMOCRACIA

“Tudo armado” por oposição sem palanque, comenta Mineiro sobre pedidos de indiciamento na CPI da Covid no RN

“A disputa política tem que ser feita com limites”, alerta o secretário estadual de Gestão de Projetos e Metas e Coordenador do Projeto Governo Cidadão, Fernando Mineiro, ao comentar o resultado da CPI da Covid no Rio Grande do Norte, em entrevista nesta segunda-feira (20). Para ele, os pedidos de indiciamento da governadora Fátima Bezerra e do secretário estadual de Saúde, Cipriano Maia, têm raízes politiqueiras.

“Já estava tudo armado por essa oposição, que num golpe de interpretação de regimento, teve maioria na comissão. Então, não tivemos nenhuma surpresa com isso. Agora nós vamos denunciar e enfrentar esse tipo de politicagem”, argumentou Mineiro, ao ler o trecho do relatório em que faz as solicitações, onde lê-se “entendo como altamente improvável que a decisão da transferência dos recursos ao Consórcio tenha se precedido sem determinação ou aval expresso da governadora do estado”.

“O cara entendeu (…) Sabe o que é isso aqui? É a famosa ‘teoria do domínio do fato’, que já teve uma triste história no Poder Judiciário Brasileiro, que já foi negada pelo Supremo tribunal Federal, que várias pessoas foram vítima. Lamentavelmente, a oposição que não tem palanque, que não tem projeto pra o estado, usou esse tipo de artifício para tentar carimbar a governadora como uma coisa errada”, se queixou, ao dizer que o RN conhece Fátima e conhece os três opositores que compuseram a CPI, sem citar os nomes de Kelps Lima (SDD), Gustavo Carvalho (PSDB) e Getúlio Rego (DEM), mas lembrando que o presidente (Kelps) responde a processo da Operação Hígia, que investigou desvios de recursos na saúde pública. O secretário diz ainda que o deputado quer ser “delegado, promotor e juiz ao mesmo tempo”.

Mineiro lembrou ainda que foi o próprio Consórcio Nordeste foi quem denunciou a empresa no caso dos respiradores que não foram entregues e que o estado do RN entrou com ação para reaver os recursos investidos no contrato.

“Você tem um relatório feito à luz dos fatos aí depois porque tem uma maioria de oposição na Comissão derruba tudo”, apontou o secretário, sugerindo também que os ataques à gestão são maiores por se tratar de uma gestora mulher.

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Isabela Santos é jornalista e repórter da agência Saiba Mais