Depois de denúncias de assédio moral, sindicato pede saída da diretora de UPA em Natal
Natal, RN 20 de jul 2024

Depois de denúncias de assédio moral, sindicato pede saída da diretora de UPA em Natal

21 de fevereiro de 2022
3min
Depois de denúncias de assédio moral, sindicato pede saída da diretora de UPA em Natal

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Com uma série de denúncias de sobrecarga de trabalho, pedidos de transferência e atestados médicos por burnout apresentados por funcionários da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Cidade da Esperança, o Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Saúde do Rio Grande do Norte (Sindsaúde/ RN) decidiu denunciar a direção da unidade por assédio moral e pedir por escrito a saída da coordenadora.

De acordo com o documento, dentre outras coisas, as escalas da unidade são publicadas já próximo ao final do mês e contendo erros, funcionários costumam receber advertências verbais sem motivos, além de faltas e descontos salariais em servidores que estavam de atestado. Outra reclamação de quem trabalha na UPA da Esperança é a falta de acesso à coordenadora que, apesar da ausência frequente, se recusa a resolver questões da UPA de forma remota.

O Conselho Municipal de Saúde e outros órgãos de fiscalização já foram comunicados sobre as práticas na UPA da Cidade da Esperança. A funcionária acusada de assédio pelos demais servidores da unidade também fez as mesmas práticas em outros locais, como no Hospital dos Pescadores e no Hospital de Campanha de Natal, onde os assédios eram ainda mais intensos porque os profissionais eram, em sua maioria, temporários e tinham medo dela”, relata Kelly Jane Pinheiro Teixeira, diretora Sindsaúde.

Os funcionários da unidade também reclamam que, para não ouvir os questionamentos e sugestões, a coordenadora da UPA da Esperança decidiu sair do grupo de mensagens coletivas da equipe e costuma, inclusive, se "vingar" dos efetivos, colocando-os em setores mais críticos.

Por exemplo, meu setor por escala é a sala vermelha, mas como ela tem problema comigo, atribui uma pessoa do contrato ao meu setor de origem e me joga na sala verde, porque esse setor tem mais sobrecarga de trabalho e risco de agressão”, denuncia uma servidora.

Apesar de todo o desgaste e sobrecarga de trabalho acumulada pelos trabalhadores da saúde com a pandemia da covid-19, de acordo com a direção do Sindsaúde, a coordenadora da UPA da Esperança chega a questionar os atestados médicos dos funcionários e a debochar da condição de saúde dos mesmos.

Os profissionais, que muitas vezes já vêm de cargas horárias exaustivas, estão sendo completamente ignorados pela coordenação. A gente não pode fazer um remanejamento, não pode fazer uma troca, o nível de cobrança está altíssimo e a coordenadora não consegue se comunicar. Inclusive, ela extinguiu o núcleo de educação permanente, a gente se sente completamente abandonado!”, reclama a funcionária, que preferiu não ser identificada.

Sobre as denúncias apresentadas nesta matéria, agência Saiba Mais procurou a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Natal, cuja assessoria de imprensa explicou que os funcionários da unidade precisam formalizar o descontento para que o fato seja apurado. No entanto, a mesma assessoria não soube dizer se alguma denúncia havia chegado à SMS.

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