DEMOCRACIA

Bolsonaro é único dos pré-candidatos principais a não aceitar receber propostas de cientistas da SBPC

Na abertura da Reunião Anual da SBPC, o presidente da entidade e ex-ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, afirmou que o órgão fez um convite para que os três primeiros colocados nas pesquisas eleitorais participassem do evento. O encontro da SBPC termina nesta sexta-feira (29) e os presidenciáveis poderiam participar em qualquer dia, a depender da agenda. 

O objetivo, segundo Janine, é apresentar “o documento que representa as propostas da SBPC e da comunidade científica brasileira para os próximos anos”. Foram chamados Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Jair Bolsonaro (PL) e Ciro Gomes (PDT). As assessorias de Lula e Ciro confirmaram presença no evento, ainda sem data e horário certos até o fechamento desta matéria. Já Bolsonaro não respondeu ao convite feito pelos cientistas. 

Na sua fala, o dirigente da SBPC afirmou que a “prioridade zero do Brasil”, atualmente, é a defesa da democracia. “Nós não podemos ter democracia hoje sem ciência, não podemos ter desenvolvimento econômico e social sem ciência, sem cultura, sem educação, sem saúde, sem desenvolvimento econômico e social, que necessita de inteligência embutida. Precisamos de conhecimento rigoroso”, pontuou

A reunião de abertura da SBPC ocorreu em meio ao lançamento do “Manifesto pelas eleições e pelas urnas eletrônicas”, lançado pela entidade também no domingo (24). No documento, assinado pela diretoria, secretarias regionais e sócios, o órgão demonstra seu “apoio à democracia” e “ao sistema eleitoral de renovação de governantes e representantes”. A SBPC diz ainda que as urnas eletrônicas “têm funcionado muito bem há décadas”.

Ribeiro ainda reiterou que a entidade não vai “desistir do Brasil”, nem dos benefícios trazidos pela ciência e educação. “Estamos juntos e reunidos para repudiar toda a espécie de negacionismo. O negacionismo da ciência, o do conhecimento, o da saúde e o ambiental e, sobretudo, da ética e dos direitos humanos”.

A opinião é compartilhada por Maria Bernardete Sousa, professora do Instituto do Cérebro da UFRN e conselheira nacional da SBPC. Segundo ela, é preciso levar para a sociedade as questões vivenciadas por pesquisadores, universidades públicas e privadas e os institutos de pesquisa. 

“É fundamental que a própria população identifique essas ações nas universidades, ações que vão complementar o seu desenvolvimento social, o seu ganho econômico mais elevado, alguma sociedade mais igualitária, ou seja, o nosso esforço é todo nesse sentido”.

 

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