Nicolelis responde Ricardo Valentim: “desligamento se dá para garantir eficiência dos trabalhos”.
Natal, RN 13 de abr 2024

Nicolelis responde Ricardo Valentim: “desligamento se dá para garantir eficiência dos trabalhos”.

15 de maio de 2020
Nicolelis responde Ricardo Valentim: “desligamento se dá para garantir eficiência dos trabalhos”.

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Em uma nota curta e grossa de apenas dois parágrafos, o neurocienista Miguel Nicolelis respondeu o coordenador do Laboratório de Inovação Tecnológica da UFRN Ricardo Valentim que, na manhã desta sexta-feira (15), anunciou publicamente seu desligamento do comitê científico do Consórcio Nordeste. Ele havia sido indicado ao posto pela governadora Fátima Bezerra (PT), que ainda definirá o nome do novo representante do Rio Grande do Norte no grupo.

A nota, assinada por Miguel Nicolelis e pelo ex-ministro da Ciência e Tecnologia Sérgio Rezende, afirma que “o desligamento se dá para garantir a eficiência dos trabalhos e a consequente preservação de vidas potiguares e de toda população da região Nordeste”.

Ao contrário da nota divulgada por Valentim, o comunicado do Consórcio Nordeste diz que o representante do Estado potiguar foi “formalmente desligado do referido comitê após ofício encaminhado a Exma. governadora do Estado, Sra. Maria de Fátima Bezerra. No mesmo documento os coordenadores solicitam a indicação de outro representante do estado que compõe o Consórcio do Nordeste”.

Coordenador do LAIS/UFRN, Ricardo Valentim afirmou que o comitê científico do Consórcio Nordeste não ouve os Estados e toma decisões de cima para baixo:

– Falta escuta ao que acontece nos Estados, não existem decisões generalistas para todo o Nordeste. Quem tem controle sobre os nossos indicadores é o Governo do Rio Grande do Norte, a Sesap. É preciso olhar para esses indicadores para tomar medidas restritiva, é preciso cuidado, zelo. Foi um processo, desde as primeiras reuniões, em que notei que não há uma preocupação com o Estado. Não é uma cooperação horizontal entre os estados, mas vertical de cima para baixo. E as cooperações são horizontais. Acho que o comitê da região Nordeste precisa estar presente ouvindo o estados”, disse, por telefone, à agência Saiba Mais.

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