Rogério e Styvenson criticam ato em alusão a ataques antidemocráticos
Natal, RN 28 de mai 2024

Rogério e Styvenson criticam ato em alusão a ataques antidemocráticos

5 de janeiro de 2024
3min
Rogério e Styvenson criticam ato em alusão a ataques antidemocráticos
Fotos: Lula Marques/Agência Brasil

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Os senadores potiguares Rogério Marinho (PL) e Styvenson Valentim (Podemos), ao lado de mais 28 parlamentares, lançaram um manifesto contra o ato marcado para a próxima segunda-feira em alusão ao aniversário dos ataques antidemocráticos de 8 de janeiro. Eles ainda criticam o Inquérito 4.781/DF, conhecido como “inquérito das fake news” por violar “princípios constitucionais”, onde o Supremo Tribunal Federal (STF) seria “vítima, investigador e julgador”.

O ato no Congresso Nacional leva o nome de Democracia Inabalada, mesmo título da campanha criada pelo STF em resposta aos atos de vandalismo praticados no ano passado. O evento terá o discurso da governadora Fátima Bezerra (PT) e de outras cinco autoridades, incluindo o presidente Lula.

SAIBA MAIS: Fátima será única governadora a discursar em ato do 8/1 no Congresso

Os signatários do manifesto se dizem contrários aos episódios de violência do 8 de janeiro e condenam o governo pela lacuna na capacidade de “antecipar e lidar com situações de potencial desestabilização”.

Rogério, Styvenson e os demais colegas também reivindicam a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8/1, impulsionada por senadores da oposição para, segundo eles, investigar “omissões flagrantes de autoridades do governo do Presidente Lula”.

A CPMI foi uma tentativa de bolsonaristas e aliados de pressionar o governo federal, mas surtiu efeito contrário: no relatório apresentado em outubro, a relatora Eliziane Gama (PSD-MA) pediu a abertura de inquérito criminal de 61 pessoas por tentativa de golpe de estado.

O primeiro da lista foi, justamente, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), apontado como mentor dos crimes de associação criminosa; tentativa de abolição violenta do estado democrático de direito; tentativa de depor governo legitimamente constituído; e emprego de medidas para impedir o livre exercício de direitos políticos. 

Havia também, entre os pedidos de indiciamento, nomes de cinco ex-ministros e oito generais das Forças Armadas. Alguns dos listados eram os generais Walter Braga Netto, Augusto Heleno, Luiz Eduardo Ramos, Paulo Sérgio Nogueira, Marco Antonio Freire Gomes, Ridauto Lúcio Fernandes, Carlos Feitosa Rodrigues e Carlos José Penteado; o ex-comandante da Marinha, almirante Almir Garnier Santos; o tenente-coronel Mauro Cid; o ex-ministro da Justiça Anderson Torres; e o ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal Silvinei Vasques.

“O Oito de Janeiro é obra do bolsonarismo. Diferentemente do que defendem os bolsonaristas, o Oito de Janeiro não foi um movimento espontâneo ou desorganizado: foi uma mobilização idealizada, planejada e preparada com antecedência”, disse o relatório.

Em fevereiro do ano passado, pouco mais de um mês após as prisões dos golpistas, Marinho e outros senadores chegaram a ir até o Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal, para visitar os presos. Em julho, o parlamentar ainda chorou durante audiência pública realizada no Senado. O motivo, segundo ele, foi pensar nas pessoas presas.

Confira a lista de senadores que assinam manifesto:

1) Rogério Marinho (PL) – Líder da Oposição no Senado

2) Ciro Nogueira (PP) – Líder da Minoria no Senado

3) Flávio Bolsonaro (PL) – Líder da Minoria no Congresso

4) Carlos Portinho (PL) – Líder do PL no Senado

5) Tereza Cristina (PP) – Líder do PP no Senado

6) Mecias de Jesus (Republicanos) – Líder do Republicanos no Senado

7) Izalci Lucas (PSDB) – Líder do PSDB no Senado

8) Eduardo Girão (Novo) – Líder do Novo no Senado

9) Alan Rick (União)

10) Cleitinho (Republicanos)

11) Damares Alves (Republicanos)

12) Dr. Hiran (PP)

13) Eduardo Gomes (PL)

14) Esperidião Amin (PP)

15) Hamilton Mourão (Republicanos)

16) Jaime Bagattoli (PL)

17) Jayme Campos (União)

18) Jorge Seif (PL)

19) Luiz Carlos Heinze (PP)

20) Magno Malta (PL)

21) Márcio Bittar (União)

22) Marcos do Val (Podemos)

23) Marcos Pontes (PL)

24) Marcos Rogério (PL)

25) Nelsinho Trad (PSD)

26) Plínio Valério (PSDB)

27) Sérgio Moro (União)

28) Styvenson Valentim (Podemos)

29) Wellington Fagundes (PL)

30) Zequinha Marinho (Podemos)

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