Marinho ataca Moraes para explicar suspeitas contra Bolsonaro e PL
Natal, RN 5 de mar 2024

Marinho ataca Moraes para explicar suspeitas contra Bolsonaro e PL

8 de fevereiro de 2024
4min
Marinho ataca Moraes para explicar suspeitas contra Bolsonaro e PL
Rogério Marinho durante entrevista nesta quinta (08) I Foto: reprodução

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Líder da oposição no Congresso e presidente do Partido Liberal (PL) no Rio Grande do Norte, o senador potiguar Rogério Marinho sugere perseguição à direta em relação à Operação Tempus Veritatis, que prendeu em flagrante, por porte ilegal de arma de fogo, o presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto, e encontrou uma possível minuta de golpe de estado no escritório do PL. O senador se manifestou, no fim da tarde desta quinta-feira (8), em Brasília (DF), durante entrevista coletiva, em que criticou a ação.

O senador do RN sugeriu que a operação se trata de perseguição à direita brasileira. Para Rogério Marinho, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, seria parcial para julgar os pedidos de prisão preventiva, autorizados por ele, depois de solicitação da Procuradoria Geral da República.

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“Uma das principais peças que é delação do ex-ajudante de ordem do presidente Bolsonaro, Mauro Ciro, é colocada de uma forma muito enfática pelo ministro Alexandre Morais de que ele estaria sendo monitorado e que ele seria, ao final, aprisionado caso houvesse o pretenso golpe de estado que ele alega existir nas investigações que faz. Qualquer estudante de direito sabe que quem é vítima não pode investigar, não tem imparcialidade, não tem isenção para estar à frente de inquérito”, criticou Rogério Marinho. O líder da oposição continua, e define a operação como "um contorcionismo jurídico para inibir a oposição brasileira", porém, não refutou os objetos em si da investigação, nem a prisão do Valdemar Costa Neto, nem a existência de uma suposta minuta de golpe.

Os pedidos fazem parte da operação da Polícia Federal Tempus Veritatis ("hora da verdade", em latim), na qual é apurada a participação de Bolsonaro, militares e de ex-assessores do ex-presidente numa tentativa de golpe de Estado.

Foram presos hoje: Filipe Martins, ex-assessor especial de Bolsonaro para Assuntos Internacionais da Presidência; coronel Marcelo Câmara, ex-assessor especial da Presidência; e Rafael Martins Oliveira, major do Exército. Há um mandado de prisão preventiva expedido contra o coronel do Exército Bernardo Romão Corrêa Netto, mas ele não foi preso porque está nos Estados Unidos.

A investigação da PF aponta que Bolsonaro teria tentado se manter na presidência da República mesmo depois de derrotado por Lula (PT) nas eleições de 2022.

A Lava Jato

Rogério Marinho foi ministro do Desenvolvimento Regional de Bolsonaro. O senador potiguar ainda usou o exemplo da Lava Jato, citando “conluio” entre juízes e promotores, para criticar as ações da Operação da PF.

Nós tivemos recentemente no Brasil um episódio que chocou toda a sociedade brasileira, que o foi o caso da La Jato, onde o Supremo Tribunal Federal declarou a suspeição de um juiz e promotores de justiça que investigavam aquele caso, que toda sociedade brasileira assistiu, onde houve delações, acordos de leniência, pessoas que confessaram crimes de desvio de recursos públicos, onde bilhões foram devolvidos e todos esses processos, essas ações estão sendo desmontadas em função de nulidade do processo”, seguiu Marinho, que na época defendeu e comemorou os resultados da Lava Jato.

O senador potiguar argumentou que é preciso um processo isento para assegurar a democracia e apontou que a investigação estava sendo feita de maneira inadequada.

Não é possível assistirmos uma investigação que, claramente, aquele que é a pretensa vítima da ação é quem conduz o inquérito. As ações que estão se sucedendo mostra que há uma espécie de método e isso é intolerável”, criticou Marinho durante a coletiva à imprensa.

Rogério Marinho fala em perseguição à oposição e usou o exemplo da Lava Jato, citando “conluio” entre juízes e promotores, para criticar as ações da Operação da PF.

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