Assembleia-Ato Unificado pela greve na UFRN acontece nesta terça (30)
Natal, RN 22 de mai 2024

Assembleia-Ato Unificado pela greve na UFRN acontece nesta terça (30)

29 de abril de 2024
6min
Assembleia-Ato Unificado pela greve na UFRN acontece nesta terça (30)
Ato acontece na Reitoria do Campus Central | foto: Cicero Oliveira

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Na próxima terça-feira (30) de abril, a comunidade acadêmica da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) vai se reunir na Assembleia-Ato Unificada: “UFRN em Greve” com o objetivo de dar visibilidade às reivindicações dos docentes, técnico-administrativos e estudantes bolsistas e não bolsistas do Instituto. A atividade é realizada pelo Sindicato dos Docentes da UFRN (ADURN-Sindicato), o Sindicato Estadual dos Trabalhadores em Educação do Ensino Superior do Rio Grande do Norte (Sintest/RN) e o Diretório Central dos Estudantes (DCE/UFRN) e vai se concentrar às 8h30, no pátio da Reitoria da UFRN, no Campus Central.

Atualmente, três categorias estão em greve na UFRN: os docentes, os servidores técnicos-administrativos e os alunos bolsistas da instituição. Ainda assim, o Instituto não suspendeu o calendário acadêmico de 2024, e esse é um dos principais objetivos que levaram os estudantes a participarem do ato unificado da terça. Stefany Kovalski, coordenadora geral do DCE da UFRN, explicou à Agência Saiba Mais, que os estudantes se juntam ao movimento por possuírem reivindicações em comum as demais categorias.

“A gente vê a necessidade de unir as três classes porque temos algumas lutas em comum, como a recomposição do orçamento da universidade, a suspensão do calendário acadêmico, a garantia da assistência estudantil, nesse período em que a universidade está em greve. Então, existem muitas pautas que são importantes para todos nós e por isso surgiu a ideia da gente fazer um ato em unidade amanhã às 8 horas no pátio da reitoria e a ideia é que termine no Centro de Convivência com um ato cultural.”, defendeu

Greve dos técnico-administrativos das universidades federais completa 50 dias 

“Nossa pauta é pela recomposição das perdas salariais (que de 2016 para cá são de 34%) e a reestruturação da nossa carreira.”, explica Lucas Queiroz, técnico-administrativo da UFRN, integrante do Comando Local de Greve e sindicalizado do Sintest. “Após o início da nossa greve, outros setores se somaram, como os técnico-administrativos e docentes dos IFs, e os docentes das universidades. Agora, os estudantes estão também se somando a esta luta, trazendo suas pautas da permanência estudantil e melhores condições de ensino, e fortalecendo a pauta comum a todos que é a recomposição orçamentária das instituições federais de ensino. Para se ter uma ideia, a defasagem do orçamento discricionário das universidades, em relação ao ano de 2013, está em aproximadamente 150%.”, completa. 

Queiroz ainda explica a importância que esta atividade representa para a unificação da luta e para pressionar o governo por um maior orçamento, tanto para os salários e carreira, “quanto pela melhoria da estrutura e condições de ensino e permanência nas universidades.”, disse “E que esta seja uma primeira atividade de mais outras que possamos construir em unidade, e que possa projetar nossa greve também para fora da universidade.”, finalizou. 

Oswaldo Negrão, presidente do ADURN-Sindicato, também explicou que esse ato unificado é importante para compor ações estratégicas e a organização de eventos que possam trazer o debate da importância de uma greve geral por tempo indeterminado. “Explicar para a comunidade quais são as principais demandas das categorias e também um espectro fundamental, que é a valorização da educação como elemento de transformação social e econômica do nosso país, a recomposição do orçamento das instituições federais, em especial as universidades federais, e também as estratégias de valorização do magistério superior e do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico.”, explicou o presidente em entrevista à Saiba Mais. “Por isso fica o convite para todos participarem amanhã, a partir das 8h30 da manhã, no pátio da reitoria do campus central da UFRN.”, finalizou. 

Entenda a greve

Na última segunda (22), os professores da UFRN entraram em greve, por tempo indeterminado, após um plebiscito que teve mais de 60% dos votos favoráveis à paralisação. Os docentes da instituição se somam aos servidores técnico-administrativos da universidade, paralisados desde o dia 14 de março, e aos estudantes bolsistas que aderiram à paralisação na última segunda (15).

Apesar disso, a UFRN informou que a discussão sobre possíveis alterações no calendário universitário só irá ocorrer após a finalização da greve. Já para o Sindicato dos Docentes da UFRN (Adurn), a postura da reitoria de não suspender o calendário acadêmico não enfraquece o movimento grevista

Leia também: STTU altera linhas e superlota ônibus circular da UFRN 

Greve UFRN: DCE pede suspensão do calendário em ato nesta quinta (25)

Os professores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) decidiram, na última quarta-feira (24), continuar em greve por tempo indeterminado. A decisão por continuar com o movimento grevista foi aprovada em assembleia do Sindicato dos Docentes da UFRN (Adurn), que contou com mais de 340 docentes. De acordo com o sindicato, os professores da instituição, reivindicam:

  • Reajuste salarial linear de 7,06%, em 2024, mais 7,06% em 2025, e 7,06% em 2026, totalizando 22,8%;
  • Reestruturação das carreiras do Magistério Superior (MS) e Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (EBTT);
  • Recomposição do orçamento das instituições federais de ensino.

Também no último dia (24), em assembleia geral do Sindicato Estadual dos Trabalhadores em Educação do Ensino Superior do RN (Sintest-RN), os servidores técnico-administrativos da instituição, em paralisação desde o dia 14 de março, decidiram optar pela continuidade da greve.

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