Fugitivos de Mossoró foram “abandonados” por facção
Natal, RN 16 de abr 2024

Fugitivos de Mossoró foram "abandonados" por facção

2 de março de 2024
3min
Fugitivos de Mossoró foram
Segundo investigações, fugitivos estão sem celulares. Foto: reprodução

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As investigações da Força Tarefa para capturar Deibson Nascimento e Rogério Mendonça, que fugiram da Penitenciária Federal de Mossoró, na região Oeste do Rio Grande do Norte, na quarta-feira de cinzas (14), acreditam que eles foram “abandonados” pelo crime organizado. De acordo com as investigações, responsáveis pelas buscas no Rio Grande do Norte, os detentos estão sem apoio da rede de proteção do crime organizado há uma semana. Neste sábado (2), as buscas entram para o 18º dia. 

As informações foram divulgadas pela imprensa nacional, que ainda apontavam que os fugitivos enfrentam dificuldades para sair da área onde é feito o cerco da Força Nacional, concentrada em um raio mais fechado perto de Baraúna e divida com Ceará. Eles também estariam perdidos e sem celulares. Ao invés de caminharem rumo ao Ceará, os fugitivos teriam voltado para as proximidades do presídio. 

Na quinta-feira (29) passada, os dois fugitivos foram vistos por agricultoras em uma plantação na área rural de Baraúna. 

Ainda de acordo com divulgação, o auxílio do crime organizado para a fuga dos dois apenados ficou prejudicado quando os suspeitos de ajudar foram detidos pela polícia. Até o momento, cinco pessoas foram presas pela suspeita de ter auxiliado os detentos a se abrigarem e a se locomoverem. Inclusive, um dos presos é o irmão de Deibson (que foi preso no Acre) e o outro é um mecânico que teria recebido R$ 5 mil dos dois detentos para fornecer uma cabana em sua propriedade rural. No entanto, o mecânico afirmou que foi feito de refém e ajudou os foragidos sob ameaça. 

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Histórico de buscas 

Mais de duas semanas após a fuga, a primeira da história das penitenciárias federais, as buscas não possuem prazo para acabar. Ao todo, mais de 600 policiais, da Força Nacional, Estadual e Federal, estão sendo usados nas buscas, além de helicópteros, drones, ônibus e cães farejadores. 

Rogério da Silva e Deibson Cabral fugiram pela luminária da cela do presídio e após isso tiveram seus nomes incluídos na lista vermelha da Interpol, a Polícia Internacional que destaca foragidos perigosos no mundo inteiro. 

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