Redinha: prefeitura promete Mercado para março; trabalhadores duvidam
Natal, RN 21 de abr 2024

Redinha: prefeitura promete Mercado para março; trabalhadores duvidam

6 de janeiro de 2024
7min
Redinha: prefeitura promete Mercado para março; trabalhadores duvidam
Obra do Novo Mercado da Redinha está atrasada desde setembro de 2023 e está orçada em R$10,9 milhões

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As obras do Complexo Turístico da Redinha (o Novo Mercado da Redinha), que está atrasada desde setembro de 2023, está prevista para ser entregue em março deste ano, de acordo com a Secretaria Municipal de Obras Públicas e Infraestrutura de Natal (Seinfra). A notícia seria prazerosa para os trabalhadores, ambulantes e banhistas que frequentam e precisam da praia para sobreviver, entretanto, trabalhadores da Redinha, na Zona Norte de Natal, temem que a obra não seja entregue a tempo.

Com o Complexo do Mercado da Redinha em obras, o que paralisou o comércio na praia, diversas classes e categorias de trabalhadores e ambulantes precisaram interromper suas atividades e brigam por justiça desde setembro do ano passado, quando iniciaram uma série de protestos e reivindicações pedindo por trabalho e dignidade. A Agência Saiba Mais acompanha a luta destes trabalhadores que, quase 4 meses após os primeiros protestos, no feriado de 7 de setembro de 2023, continuam desamparados. 

Dessa vez, os comerciantes estão preocupados se as obras serão entregues a tempo e se finalmente a situação na redinha vai melhorar.

O Mercado tem só metade construído. Ainda falta muita coisa. Quando postaram que o Complexo da Redinha estaria pronto isso inclui muita coisa, né? O Anel Viário, a rotatória perto da Ponte, o quebra-mar, o calçadão, a obra do Redinha Clube. Não tem condições de em março isso aqui tá pronto”, aponta um trabalhador que preferiu não se identificar com medo de sofrer retaliações.

A preocupação da classe é que a obra se estenda por mais tempo e atrase ainda mais. Isso geraria um impacto negativo no serviço e na vida dessas pessoas que dependem do movimento da praia para sobreviverem, uma vez que, a volta desses trabalhadores à orla depende da conclusão da obra. 

Os serviços realizados no espaço incluem a construção do complexo central e de um espigão, um setor dedicado ao artesanato, serviços de iluminação, construções de calçadas no entorno, pavimentações asfálticas e enrocamento da praia. O Complexo terá em seu escopo dois andares com 33 boxes, praça de alimentação, seis restaurantes, varanda panorâmica, píer, mirante e deck para embarcações. No final do ano passado, a Seinfra divulgou a conclusão de 50% das obras gerais do Complexo Turístico da Redinha. 

Entenda a situação dos trabalhadores da redinha

Desde setembro do ano passado, garçons, cozinheiros, pescadores, ambulantes e funcionários de outros setores protestam pelo direito de trabalhar. Em pouco mais de uma semana, a classe paralisou três vezes a Ponte Newton Navarro, incluindo um protesto no Feriado da Independência do Brasil, data comemorativa que os trabalhadores mais lucram no ano. Na época, o secretário de Meio Ambiente e Urbanismo de Natal, Thiago Mesquita, deu declarações que geraram revoltas, alegando que as manifestações na Redinha eram “político-partidárias". Isso se deu por conta do apoio do vereador Daniel Valença (PT) e da deputada federal e pré-candidata à prefeitura de Natal, Natália Bonavides (PT), prestado aos trabalhadores. 

Em dezembro de 2023, a reportagem da Agência Saiba Mais voltou a conversar com os comerciantes da Redinha que confidenciaram, de forma anônima, situações desumanas que a classe enfrentava mesmo três meses após os protestos. Como os casos de insolação, provocados pelas fortes ondas de calor no Brasil e mundo, uma vez que não é permitido que eles coloquem guarda-sóis na faixa de areia, mesas e cadeiras para trabalhar. A fiscalização dessas atividades é de responsabilidade da Secretaria de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb) que indenizou 20 quiosqueiros da praia. Eles receberam entre R$25 mil e R$50 mil, dependendo da atividade exercida e da volta ou não da ocupação da orla. As outras categorias ficaram de fora dos acordos.

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Essa reportagem faz parte do projeto "Saiba Mais de perto", idealizado pela Agência SAIBA MAIS, e financiado com recursos do programa Acelerando Negócios Digitais, do ICFJ/Meta e apoio da Ajor.

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